Resenha - Epifania - Epifania
Por Pedro Zambarda de Araújo
Postado em 29 de junho de 2009
Os dicionários e definições comuns sobre a palavra epifania chegam em "compreensão e manifestação espiritual". Os jovens Rodrigo Vilaça, na guitarra; Paloma Luiza, nos vocais; Fabiano Evangelista, na bateria; e Marcus Brina, no contrabaixo, procuram trazer essa "aura" em suas músicas. Epifania começou em 2007, com a união inicial de Paloma e Vilaça nos primeiros acordes e sons do grupo, em Belo Horizonte.
Para quem pode conferir o MySpace deles, a linha de composição é um pop rock eclético, que abusa de baladas com letras simples e diretas. Alguns riffs e melodias dão um peso agradável para o ouvinte, chamando atenção para a música, mas sem exageros.
Com pedais wah-wah, "Pra te ver do teu lado" traz uma letra romântica com melodia instrumental em sincronia com a voz de Paloma. A música não corre, mas mantém uma velocidade que não distrai o ouvinte, não soando nem lenta e nem impossível de absorver. O solo no final é repleto de feeling e muito bem preso ao refrão principal: "pra te ver / pra te ver do meu lado".
"Dias Assim" tem um violão que abre suave antes de guitarras mais pesadas. Os outros integrantes fazem coro com o refrão pop da música, parecida com Avril Lavigne. Já "Algo Mais" traz, dentro da temática romântica o choque entre relacionamentos casuais e longos, uma guitarra bem semelhante a do Slash do Guns´N´Roses, bem "encorpada" (e não simplesmente com peso).
Mudando o tom, "Apuros" traz a vocalista Paloma mais agressiva, falando sobre brigas em relacionamentos com muitos bends e uma "cozinha sólida" de instrumentos e vozes, uma banda sólida. Em seguida, com um fraseado digno do Metallica, "E daí" abre com guitarras abafadas e mais distorcidas do que as demais músicas, além de quebras no tempo da música, efeitos na voz da vocalista e artifícios interessantes para o rock.
"Me escondo" limpa as guitarras e deixa todos os instrumentos fluírem, para contar a história de sentimentos reprimidos e mais profundos. O solo retorna com feeling e sintonia com a vocalista Paloma.
Resumindo: a banda se centra em manter uma linha comum de melodia, coisa rara nas bandas dissonantes de hoje. Especialmente aquelas com influência do heavy metal (que eles tem, mesmo que seja menor).
Para pessoas que não apreciam tanto a música pop internacional, a banda pode não agradar tanto como rock, mesmo com o peso. Para os de "cabeça aberta", vale ouvir e prestigiar os mineiros. Certamente o som deles não vai ferir seus ouvidos, especialmente com a boa edição que foi feita nas faixas.
Agradecimentos a Rodrigo Vilaça, pelas informações no e-mail e a paciência.
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