Stratovarius: o primeiro álbum sem Timo Tolkki

Resenha - Polaris - Stratovarius

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Por Diego Camara
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Depois da saída do guitarrista Timo Tolkki, pairou no ar um grande mistério sobre o futuro do Stratovarius. As brigas nos últimos anos entre os membros, que discutem até hoje utilizando sites e fóruns, e o fracasso do álbum "Stratovarius", lançado em 2005, também não ajudaram a trazer grandes esperanças para os fãs dos metaleiros finlandeses, e muitos já consideravam o grupo como terminado. Toda esta história confusa e cheia de reviravoltas permeia o lançamento de "Polaris", 12º álbum de estúdio da banda, o primeiro sem Timo Tolkki nas guitarras e na composição das músicas.

De primeira a arte de capa já chama bastante atenção. Muito bem desenhada pelo artista Gyula Havancsák, com traços modernos e cheios de detalhes, bastante diferente das antigas artes do grupo, mostra uma banda nova, diferente e arrojada.

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O álbum começa com a ótima música "Deep Unknown", bastante para cima, com letra motivadora e um som que não assusta os fãs do bom e velho Strato, além de um forte refrão. Timo Kotipelto e Jörg Michael parecem estar em ótima forma, e o jovem Matias Kupiainen demonstra bastante confiança, fazendo um bom solo de guitarra.

Outra música do álbum que merece destaque é "King of Nothing", composta por Johansson, que traz um som mais pesado e progressivo ao grupo. Destaque para a bateria de Jörg e os vocais de Kotipelto, que se sobressaem nesta canção. A música seguinte, "Blind", também apresenta um som progressivo e bastante rápido, além de um ótimo solo.

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"Forever is Today" e "Higher We Go" vem logo depois, trazendo mais uma vez o Power metal bastante característico do grupo. Esse, vale a pena ressaltar, é o ponto mais alto de "Polaris", com a melodia da voz de Kotipelto de outros tempos e passagens rápidas de guitarra, além de ótimos refrãos e solos bastante marcantes.

No final do álbum, a velocidade cai e se abre para um som mais melódico e emotivo com "When Mountains Fall", uma música acústica com um tom baixo e sons de violino, criando um clima triste e melancólico no fechamento.

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No todo, "Polaris" é um bom CD, e respeita os clássicos lançados pela banda no decorrer da década de 90, além de um bom trabalho de conjunto. Os membros da banda parecem estar afiados e bastante confiantes, além de motivados para entregar aos fãs composições de qualidade que não deixam em nada a perder para os últimos lançamentos do Strato. Não pode ser comparado aos clássicos, mas está bem próximo, em termos de qualidade e composição, do álbum "Elements Pt. I" de 2002, e anos-luz a frente do derradeiro "Stratovarius".

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O novo Stratovarius ainda se mostra uma banda confusa, sem uma base formada, alternando entre músicas boas e ruins. O grupo tenta buscar uma cara, uma forma própria, porém com "Polaris" eles pelo menos demonstram estar no caminho correto.

Stratovarius é:
Timo Kotipelto – Vocal
Jens Johansson – Teclado, Piano
Jörg Michael – Bateria
Lauri Porra – Baixista
Matias Kupiainen – Guitarra

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Faixas de "Polaris":

1. Deep Unknown
2. Falling Star
3. King of Nothing
4. Blind
5. Winter Skies
6. Forever Is Today
7. Higher We Go
8. Somehow Precious
9. Emancipation Suite Part I: Dusk
10. Emancipation Suite Part II: Dawn
11. When Mountains Fall




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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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