Chickenfoot: velhas fórmulas para um novo som
Resenha - Chickenfoot - Chickenfoot
Por MarcelGinn
Postado em 25 de junho de 2009
Juntar numa banda músicos de peso para um projeto em comum, usando de seus nomes e prerrogativas musicais numa atmosfera pronta de marketing... Fórmula velha. Porém o som é novo e de altíssima qualidade o que torna uma grata surpresa ouvir o CD de lançamento da banda Chickenfoot.
Primeiro porque Joe Satriani usou de todo seu feeling para não fazer com que os solos ficassem longos demais, estão na medida certa. A Azeitona do Dry Martini.
Segundo porque, ainda que a voz omnipresente de Sammy Hagar nos lembre Van Halen (não há como não pensar nisso de cara) depois de ouvir todo o álbum você nota o tênue, porém significativo, divisor de águas.
Terceiro porque é muito legal músicos juntarem-se em projetos como este pra mostrar sua diversidade. É como tocar com amigos que não são da mesma banda em uma festa qualquer, mas gravar um CD ou fazer um DVD dessa reunion.
As músicas da Chickenfoot tem uma pegada forte na identidade própria da banda que, devido a junção de músicos de peso, só poderia dar em sonzeira.
E o supergrupo traz o baixista Michael Anthony e o vocalista Sammy Hagar, ex-integrantes do Van Halen, na comissão de frente. Além das duas estrelas, o Chickenfoot conta ainda com Joe Satriani na guitarra e o baterista Chad Smith, de 'férias' do Red Hot Chili Peppers.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O CD abre com "Avenida Revolution", uma canção de melodia pesada e soturna de solo curto porém marcante e os inconfundíveis gritos de Hagar que nos preparam pro que ainda virá.
"Soap On A Rope" é a canção em que Chad Smith (batera do Red Hot Chili Peppers) destrói com uma pegada swingada, com mudanças de tempo primorosas acompanhadas por uma linha vocal nervosa de Sammy e solo de peso nas mãos de Satriani. 'Hardera' de primeira classe.
"Sexy Little Thing" nos arremete ao 'novo rock', uma nova fórmula que as velhas bandas têm usado, o AC/DC é um exemplo (veja a sonoridade do último CD da banda Stiff Upper Lip e entenda) provavelmente seja a próxima a cair nas graças das FM's rock.
"Oh Yeah" é a música de trabalho da banda. Ja está tocando por aí, você provavelmente já ouviu. Sonzeira 'alegrinha' no estilo Van Halen.
"Runnin' Out" soa a música mais comercial do CD. Talvez pela levada tranquila que ganha um brilhozinho salpicada pelos ataques da bateria.
"Get It Up" é uma canção onde se pode sentir quase que no tato a participação forte de Chad Smith na composição usando algumas formulas do RHCP. A linha de vocal casa perfeitamente com os riffs de guitarra e a linha de baixo que são o diferencial junto com backings melodiosos e explosões no tempo de execução da mesma. Perfeita!
"Down The Drain" é como uma caminhada pelo parque numa tarde de sol, ela segue tranquilamente com algumas surpresas pelo caminho.
"My Kinda Girl" é uma canção que segue a linha antiga hard: melodia, backings e riffs casados. Gostosinha de ouvir.
"Learning To Fall" é a baladinha do CD. Nada de novo porém bonita e bem conduzida.
"Turnin' Left" em compensação te arrebata no primeiro acorde tirando-o(a) da marola e te levando a altas ondas num passeio por tempos de execução quebrados, um puta solo rápido e rasteiro de guitarra numa execução primorosa da banda.
"Future In The Past" encerra a viajem musical na trilha dos rastros do franguinho que já se tornou um bom galo de briga.
Se quiser ver o poder de fogo da banda, no YouTube™ já começam a aparecer vídeos e clipes.
Delicie-se como quem come uma canja apimentada, travando um bom combate com o pé de frango...
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