Planeshift: banda com um futuro promissor pela frente

Resenha - Fate Breed - Planeshift

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Por Giorgio Moraes
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Muitos críticos costumam defender a tese de que um álbum de estréia não define por completo a sonoridade de uma banda - sendo apenas um guia pálido dos rumos que a banda em questão tomará ao longo de sua carreira. Pode até ser uma tese verdadeira, pois toda banda que se preza precisa evoluir, mas ninguém duvida que uma boa parte desse caminho já venha impressa em um debut. Seja como for, faço uma aposta para "Fate Breed", o competente CD de estréia da Planeshift: o Prog Metal é a base do som da banda! O que vier a mais é lucro, e servirá tão somente para solidificar o nome da banda no cenário.

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Oriundos de Campinas, Eduardo Albert (voz); Jonathas Peschiera (baixo); Michel Rossinholi (guitarras); Gabriel Vacari (bateria) e Kevin Fontolan (teclados) mostram habilidade para criar boas melodias sem utilizar-se de clichês do estilo. Um bom exemplo é "Outcast", que traz teclado e guitarra trabalhando em um conjunto harmonioso - apoiando um vocal que passeia entre as variantes do Metal 'Old School' e o nervosismo e a sujeira do Death. "Cage Pt 1" e "Cage Pt 2" entram na sequência: a parte 1 começa com um riff típico de Metal para então viajar pelo espaço sonoro de bandas como Marillion; a parte 2 envereda por climas mais clássicos ainda, indo beber na fonte do Rush. "Death Our Days" soa um pouco mais Pop, mas sem abrir mão da qualidade; "Blindfold" é oitentista até os ossos, com seu vocal variando entre médios e agudos. "Fate Breed", música que dá nome ao CD, encerra com maestria as festividades deste debut criativo e recheado de climas.

Ao fim da audição, fiquei com a impressão de estar diante de uma banda com um futuro promissor pela frente. Mas ressalto que alguns pontos precisam ser revistos: o arquivo para download sem as letras e com o encarte incompleto são falhas que, ao meu ver, não devem mais se repetir. Quando solicitei as letras e demais informações, fui prontamente atendido pela banda via e-mail - mas o ideal seria já estar tudo contido no arquivo de download. Fica, portanto, esse alerta.

O Ministério da Saúde adverte: gostei demais do cruzamento da sonoridade viajante do Prog com a densidade do Death. Considerem explorar mais profundamente essa temática sonora num 2º CD!

Para conhecer mais:
http://www.myspace.com/planeshift




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Sobre Giorgio Moraes

Giorgio Moraes, 33 anos, é formado em Letras. Natural do Rio de Janeiro, ele reside a 20 anos em São Luis do Maranhão. Tem em seu currículo shows como Raimundos, Detonautas, Skank, e a histórica apresentação dos Stones em Copacabana, no ano de 2006. Escritor, atualmente divulga seu 1º Ebook de poesia.

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