Millencolin: Punk, HC melódico, rock em estado bruto e pop
Resenha - Machine 15 - Millencolin
Por Giorgio Moraes
Postado em 08 de março de 2009
Os suecos do Millencolin - banda de Punk Rock formada em 1992 a partir da iniciativa do guitarrista Erik Ohlsson - chegam ao seu 8º trabalho, "Machine 15", misturando Punk, HC melódico, Rock em estado bruto e Pop sem nenhum medo de ser feliz ou com qualquer preocupação quanto a rótulos. O importante, como diria Chico Science, é "deixar tudo soando bem aos ouvidos".

E o resultado desse mix não poderia mesmo soar melhor: melodias infernalmente grudentas e pulsantes, como em "Detox", 3ª faixa do CD; vocais transbordando groove e elegância em "Vicious Circle" e "Saved By Hell"; a faixa-título, que dispara seus acordes sob a moldura da contagiante bateria de Fredrik Larzon. Ainda no bloco dos destaques temos "Brand New Game", com suas guitarras gordas que me remeteram ao bom e velho Shelter; "Done Is Done", que emerge trazendo belíssimos arranjos de cordas; e "Come On", onde o vocalista (e baixista), Nikola Sarcevic, canta em alto e bom som: "Dream On! We gotta make a try". Impossível não aumentar o som do CD-player e fazer um mosh básico no sofá da sala.
Outro ponto interessante fica por conta da temática das letras. Apesar da veia Punk, o Millencolin não se rende ao clichê barato de escrever sobre política partidária e seus efeitos nocivos sobre os destinos da humanidade. Ao invés disso, "Broken World" traz a receita pessoal para uma sociedade melhor: "Get out of the broken world and start a band". E quem seria eu para discordar?
Vale dar destaque ao investimento feito em "Machine 15": gravado na Suécia; mixado na Alemanha; e masterizado nos Estados Unidos. Sem contar com a Sweden Chamber Orchestra, que dá o ar da graça ao longo do CD.
Finalizo dizendo que o Ministério da Saúde Musical recomenda "Machine 15" sem restrições.
Conheça mais:
http://www.millencolin.com
http://www.myspace.com/millencolin
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