Gamma Ray: sem soar como um simples caça-níquel
Resenha - Blast From The Past - Gamma Ray
Por Rodrigo Simas
Postado em 23 de fevereiro de 2009
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A idéia é boa: regravar músicas antigas com a formação atual, aproveitar para remasterizar outras e lançar tudo em uma coletânea dupla que serve tanto como um presente para os fãs mais antigos quanto uma ótima introdução para os novatos. Lançado originalmente em 2000 e relançado no Brasil recentemente pela Dynamo Records, "Blast From The Past" consegue fazer tudo isso sem soar como um simples caça-níquel.
Kai Hansen saiu do Helloween após o lançamento do antológico "Keeper of the Seven Keys Part 2", deixando a banda sem um dos seus principais integrantes e compositores, e formou o Gamma Ray com o vocalista Ralph Scheepers (hoje no Primal Fear) para seguir em uma proposta musical semelhante a seu antigo grupo. Depois de 10 anos de estrada, seis discos de estúdio e várias turnês, inclusive com passagens pelo Brasil, o Gamma Ray era aclamado com um dos maiores expoentes do heavy/Power metal melódico.
Com a formação estabilizada desde o clássico "Somewhere Out In Space" (1997): Kai Hansen (voz, guitarra), Henjo Richter (guitarra), Daniel Zimmermann (bateria) e Dirk Schlächter (baixo), o momento parecia perfeito para se iniciar o projeto. Agregando ainda mais valor a idéia, as faixas foram escolhidas pelos próprios fãs, que tinham acesso a uma enquete no site oficial do grupo. Cada pessoa podia escolher três músicas de cada CD e as vencedoras seriam incluídas no pacote.
Dos dois primeiros, "Heading For Tomorrow" (1990) e "Sigh No More" (1991), os clássicos "Lust For Life", "Heaven Can Wait", "Heading For Tomorrow", "Changes", "One With The World" e "Dreanhealer", ganharam nova roupagem, uma produção mais moderna, peso extra e a óbvia e talvez principal mudança: os vocais de Kai Hansen no lugar de Ralph Scheepers, que dividiu a opinião dos fãs e acabou criando alguns descontentes com o lançamento. O mesmo aconteceu com "Tribute To The Past", "Last Before The Storm" e "Heal Me", todas do excelente "Insanity and Genius", lançado em 1993, mas a performance marcante de Scheepers não deixou espaço para uma reinterpretação – mesmo que esforçada – de Kai Hansen.
O segundo CD traz as melhores dos três últimos discos da época, além da boa "The silence" (do EP Silent Miracles), listada como faixa bônus. Land of The Free, de 1995, foi o único dos três regravado, e mesmo sem trazer nada que acrescente muito às já clássicas "Rebellion in Dreamland", "Man On a Mission" e "Land of the Free", cumpre bem seu papel. O resto fica com "Beyond the Black Hole", "Somewhere out in Space" e "Valley of the Kings" (do já citado Somewhere Out In Space) , e "Anywhere In The Galaxy", "Send me a Sign" e "Armageddon", presentes em Powerplant, de 1999 – todas remasterizadas.
E ainda teve gente que reclamou…
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
A música feita pra soar mais pesada que o Black Sabbath e que o Metallica levou ao extremo
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
As melhores músicas de heavy metal de cada ano, de 1970 a 2025, segundo o Loudwire
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
Max Cavalera só curtia futebol até ver essa banda: "Virei roqueiro na hora"
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
A contundente opinião de Anders Fridén, vocalista do In Flames, sobre religião
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
"Obedeço à lei, mas não, não sou de direita", afirma Dave Mustaine



Os 25 melhores discos da história do power metal, em lista da Metal Hammer
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai


