Uriah Heep: a história da banda por seus singles
Resenha - Easy Livin'; The Singles A's & B's - Uriah Heep
Por Fernão Silveira
Postado em 29 de janeiro de 2009
Para muitos, eles são "o DEEP PURPLE que não fez sucesso". Para boa parte dos fãs, eles são gênios quase incompreendidos, pois não chegaram tão longe quanto poderiam (ou deveriam). Opiniões à parte, o fato é que o URIAH HEEP é um dos maiores nomes do rock progressivo em todos os tempos, ocupando importante galho na árvore genealógica do metal. A coletânea dupla "Easy Livin' – The Singles A's & B's" é uma fonte interessante para relembrar – ou conhecer – o legado destes verdadeiros papas do prog.
Talvez o maior "pecado" da longa e gloriosa trajetória do URIAH HEEP, que segue vivo até hoje sob o comando de Mick Box (vocal e guitarra), seja a ausência de um grande sucesso nas paradas americanas, especialmente durante a primeira metade dos anos 70 – época que foi crucial para transformar bandas como DEEP PURPLE e LED ZEPPELIN em lendas da música. Apesar disso, o Heep construiu legiões de fãs pela Europa (especialmente no Reino Unido), Ásia e América do Sul (especialmente no Brasil). Convenhamos, já é bastante coisa...
Observando atentamente a obra da banda, que está muito bem representada nas 43 faixas da coletânea, destacam-se verdadeiras jóias do rock, como "Gypsy", "Look at Yourself", "The Wizard", "Stealin'", "Return to Fantasy" e a própria faixa-título, "Easy Livin'" – uma prova de que Mick Box e Ken Hensley sabiam, sim, fazer hard rock de qualidade. Assim fica fácil entender por que o Heep é tão venerado entre os fãs de prog, especialmente entre os roqueiros setentistas.
Mais um ponto positivo para "Easy Livin'..." é a sua relevância história. Uma bela vantagem em reunir diversos singles é a preciosidade de resgatar algumas faixas que só entraram em EP's e lançamentos promocionais, na maioria das vezes como lados B de grandes sucessos. Estão nesta categoria músicas como "Why" (em versão editada de uma jam session maior, realizada originalmente durante as gravações do clássico "Demons and Wizards"), "Crime of Passion" (que foi B side do single "Wise Man" no Reino Unido, mas não entrou no álbum "Firefly"), "Cheater" (excluído de "Fallen Angel"), a funkeada "Gimme Love" (excluída de "Fallen Angel") e a pesada – para os padrões do Heep - "Son of a Bitch" (das sessões de "Abominog").
Outro notável registro presente em "Easy Livin'..." é "On The Rebound", principal faixa de trabalho do álbum "Abominog", que marcou o retorno do Heep após a saída de Ken Hensley. Para quem não se lembra, "Abominog" foi uma espécie de "prova de fogo" para Mick Box, que queria se mostrar capaz de manter a bola rolando sem a presença de Hensley. Mas o álbum, pretensamente heavy metal, é deliciosamente atrapalhado. A começar pela capa – uma furiosa cara de demônio sobre um fundo vermelho-sangue -, que facilmente levaria um desavisado a se imaginar diante de um disco do VENON ou qualquer outra banda da linha satanista.
Vale destacar que o encarte de "Easy Livin'...", enriquecido por uma interessante crônica de Dave Ling (jornalista das revistas britânicas "Classic Rock" e "Metal Hammer"), ajuda o ouvinte a aproveitar em sua plenitude todos os tesouros escondidos entre as 43 faixas da coletânea. Cada música tem uma pequena referência, situando-a devidamente na história do grupo. Uma grande sacada!
Este passeio pela obra do URIAH HEEP através de seus singles proporciona uma visão diferente mesmo para aqueles fãs "die hard". Eis uma coletânea que merece estar em qualquer prateleira de rock que se preze.
"Easy Livin' – The Singles A's & B's" – URIAH HEEP
Disco 1
1. Gypsy
2. Wake Up (Set Your Sights)
3. Bird of Prey
4. High Priestess
5. Time to Live
6. Lady in Black
7. Simon the Bullet Freak
8. Look at Yourself
9. The Wizard
10. Easy Livin'
11. Why
12. Stealin'
13. Sunshine
14. Something or Nothing
15. What Can I Do
16. Prima Donna
17. Shout It Out
18. Return to Fantasy
19. The Time Will Come
20. Wise Man
21. Crime of Passion
22. Masquerade
Disco 2
1. Free Me
2. Love or Nothing
3. Gimme Love
4. Come Back to Me
5. Cheater
6. A Right to Live
7. Carry On
8. Been Hurt
9. Love Stealer
10. Think It Over
11. My Joanna Needs Tuning
12. On The Rebound
13. Tin Soldier
14. Son of a Bitch
15. That's the Way That It Is
16. Stay on Top
17. Playing for Time
18. Hold Your Head Up
19. Miracle Child
20. Blood Red Roses
21. Look at Yourself (live)
Gravadora: Dynamo / Sanctuary Records (nacional)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
A banda brasileira que sempre impressiona o baixista Mike LePond, do Symphony X
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
Tony Dolan não se incomoda com a existência de três versões do Venom atualmente
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
A melhor música do Led Zeppelin de todos os tempos, segundo Ozzy Osbourne
Os 5 melhores álbuns do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
O guitarrista subestimado do Dio, segundo o baixista Jeff Pilson
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
"I Don't Care", do Megadeth, fala sobre alguém que Dave Mustaine admite ter implicância
A melhor e a pior música de cada disco do Iron Maiden, segundo o Heavy Consequence
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
Em 1988, as críticas de Axl Rose, do Guns N' Roses, a bandas como Kiss e Iron Maiden
Evandro Mesquita comenta a saída de Lobão da Blitz, que estava no auge da carreira
A melhor música de abertura de um álbum de todos os tempos, segundo Charlie Watts



Com problemas de saúde, Mick Box se afasta das atividades do Uriah Heep
O histórico compositor de rock que disse que Carlos Santana é "um dos maiores picaretas"
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



