Virgin Black: diferente, mas nem por isso sem qualidade

Resenha - Requiem Mezzo Forte - Virgin Black

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Por Clóvis Eduardo
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Nota: 8

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É de tempo que o Doom Metal vem crescendo no mundo e no gosto dos fãs de Metal. O estilo é cativante, faz a mente flutuar e é atrativo por conter altas dosagens de melancolia em mensagens interessantíssimas. E o Virgin Black é uma dessas aparições que valem a pena ser conferidas.
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O Virgin Black não é uma novidade, assim como a forma de compor ao longo dos últimos anos. Buscando variáveis e incrementar a coleção dos fãs com discos seqüenciais, o grupo fez de "Requiem - Mezzo Forte", um disco diferente do que o fã de Heavy Metal está acostumado a procurar, mas nem por isso deixa de ter qualidade.

Mais envolvido no estilo Doom Metal, especialmente pelo tom fúnebre com que corais, instrumentos e letras são colocadas ao público, Requiem Mezzo Forte contém faixas difíceis de engolir, principalmente em termos mais comerciais. Mas para os fãs do estilo, a qualidade do material é eminente. Escrito e composto por Rowan London e Samantha Escarble, o material tem “peso”, mesmo sem o grande destaque para guitarras ou percussão característica do Heavy Metal.

Tem sim muito peso, nos vocais soturnos, as orquestrações, nos trabalhos com as letras. Apesar de soar meio eclético demais com a presença da orquestra Sinfônica de Adelaide – conduzida por Bruce Stewart – o disco tem momentos grandiosos e que remetem a um pensamento distante. Bom para relaxar, ou se preferir, ir para a fossa. Afinal, para quem espera algo mais barulhento do que violinos, vocais sombrios e andamentos lentos, a depressão pode bater rapidinho.

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Sobre Clóvis Eduardo

Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.

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