Tenebrys: profunda tristeza e distorção metálica

Resenha - Mundano - Tenebrys

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 8


Foram dez longos anos desde o início de suas atividades até liberar seu primeiro registro. Natural do Pará, a banda iniciou sua carreira sob a denominação Mystic Seminary, mas, conforme foi ocorrendo o natural amadurecimento de sua música, surgiu a necessidade de se chamar definitivamente Tenebrys, nome que se mostra perfeito para a sonoridade deste pessoal.

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A estabilidade de seus músicos somente foi alcançada em 2007, quando passou a contar com Eddie (voz), Luciano Aguiar (guitarra), Raquel Serruya (teclado), Denys Ferreira (baixo) e Wagner Nugoli (bateria). Assim sendo, nada mais óbvio que iniciassem imediatamente as composições para sua estréia, que ocorre neste belo EP "Mundano". São uma intro e quatro canções propriamente ditas que conseguem dar uma aula no sentido de unir uma profunda tristeza à distorção metálica em pouco mais de 25 minutos de audição.

Ou seja, sua proposta responde por atmosferas sombrias e gélidas, típicas do Doom Metal com certo tempero gótico. Com uma maturidade invejável, o Tenebrys esbanja grande controle vocal (lembra Peter Steele, do Type O Negative), além de seus músicos passarem uma elegante melancolia tétrica por todas as canções, tendo como destaque absoluto "The Absolute Evil", uma longa composição que não deixa margem para nenhuma esperança de felicidade ao ouvinte.

Mais uma grata surpresa do norte do Brasil! Os interessados em canções solenes e intensas, preparadas por um conjunto com habilidade para tal, podem conferir em www.myspace.com/tenebrysband. As canções e todo o projeto gráfico estão ali para download, ao alcance de qualquer um que venha a apreciar o Doom / Gothic Metal do Tenebrys.

Tenebrys - Mundano
(2008 / Na Figueredo Records - nacional)

01. Intro
02. The Absolute Evil
03. Acclaming For Mr Death
04. The Murderous
05. Buried Alive




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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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