Legion Of The Damned: porrada ano após ano
Resenha - Feel The Blade - Legion Of The Damned
Por Clóvis Eduardo
Postado em 26 de fevereiro de 2008
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Com três cds na bagagem, a banda holandesa Legion Of The Damned não precisa provar para mais ninguém que Thrash Metal potente é com ela mesma.

Mesmo sem ter muito tempo para digerir o álbum lançado em 2007, chamado "Sons Of Jackal" (com uma bela capa), já percebemos que em matéria de produção, o Legion Of The Damned está com todo o gás. Somos gratos pelo avassalador início de ano que a banda nos propõe, cercado de riffs cortantes, bateria pulsante e o vocal rasgado de Maurice Swinkels. Para quem ainda não teve a oportunidade, a banda lembra um pouco o Dew Scented, só que com uma mixagem muito melhor aproveitada e também mais "apressada". Só ouvindo para entender o motivo.
"Feel The Blade" é um disco animal! Consegue ter uma capa tão interessante quanto o antecessor e o som é tão vibrante quanto qualquer outra banda de Thrash Metal do momento. O novo CD soa moderno e preciso, mas é calcado em poucas variantes, o que lhe dá um ar de "já ouvi coisa parecida", ao passar faixa por faixa. A sonoridade de fato é similar ao que a banda já realizou nos álbuns anteriores, mas isso não tira o brilho da obra, com músicas que simplesmente levam o ouvinte a balançar a cabeça automaticamente.
Em Nuclear Torment, música que abre o cd, a semelhança com o álbum antecessor é lembrada já nos primeiros segundos. Ruim isso? De maneira alguma. Tente ficar parado e não começar a batucar a mesa com a mesma voracidade com que Erik Fleuren ataca o kit de bateria. O andamento da música é forte e esmaga o ouvido, que insiste em prestar atenção no ritmo que o guitarrista, Richard Ebisch, impõe. Rapidez nos riffs sempre cortantes dão o tom das faixas seguintes, apesar do rapaz não se preocupar tanto em encaixar alguns solos.
O andamento das músicas varia entre uma levada mais oitentista e a produção de verdadeiras hecatombes musicais de tão velozes. "Slaughtering The Pigs" (belo nome!), é um notável exemplo do poder do Legion Of The Damned em destruir tudo pela frente, com o poderoso vocal de Maurice e a rifferama de Ebisch, No baixo ainda, Harold Gielen, ajuda a manter o nível e a pegada do grupo.
Ao contrário do que se imagina, à medida que o disco avança, as músicas vão ficando ainda mais velozes e raivosas. Somente como uma ponte, "Expire" reserva cerca de dois minutos de descanso, mas é pouco e até irônico, visto a seqüência agressiva que vem pela frente até fechar o álbum. No total, 10 faixas compõem o disco, e mais três são bônus especiais, com destaque para o cover do Pestilence, "Chronic Infection".
Este novo álbum do Legion Of The Damned prova que apesar de soar um tanto repetitiva na fórmula, a banda não deixa de ser honesta com o que exige o Thrash Metal. Afinal, são poucos grupos que sabem como fazer um headbanger se divertir com o "basicão", que é justamente o que esta banda holandesa faz. Se "Sons Of Jackal" já era tão indispensável na coleção do amante da música pesada, este novo CD é mais que obrigatório.
Outras resenhas de Feel The Blade - Legion Of The Damned
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco do Black Sabbath que todas as faixas são "mágicas", segundo Rob Halford
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
A banda que Keith Richards achava vazia e Paul Stanley põe no topo do rock
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
A coisa no Iron Maiden que só Bruce Dickinson faz bem, segundo Steve Harris
Os acertos e os erros que o Iron Maiden levou a Curitiba na turnê de 50 anos
Por que o Iron Maiden deixou as feras mitológicas de lado, segundo Janick Gers
O álbum dos anos sessenta que uniu David Gilmour, do Pink Floyd, e Alex Lifeson, do Rush
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
O cantor de banda de metal que só passou a gostar de Guns quando se abriu para outros sons
O momento em que Tony Iommi percebeu que Ozzy Osbourne tinha que sair do Black Sabbath
A música do Queen que Brian May quase proibiu de ser usada em propaganda; "Eu gosto de dinheiro"
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
Dez guitarristas que David Gilmour, do Pink Floyd, elogiou ao longo dos anos
Por que Steve Vai se recusava a copiar os solos de Eddie Van Halen nos shows de David Lee Roth
A opinião de Bruce Dickinson sobre técnica de Nicko McBrain no "Somewhere in Time"
Os dois motivos que levaram Renato Russo a recusar parceria musical que Cazuza ofereceu
Fotos de Infância: Slash, do Guns N' Roses

Gladenfold aposta no Power Metal em "Soulbound"
Raimundos - há 26 anos, o "MTV Ao Vivo" registrava uma das fases mais intensas da banda
Lorna Shore cria obra que desafia os limites do ouvinte
Wings of Steel novamente acerta com "Winds of Time"
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Corrosion of Conformity encara perdas e mudanças em "Good God / Baad Man"
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
Legião Urbana: O discurso de tristeza e morte no álbum A Tempestade



