Rebellion: tudo acaba sendo muito previsível

Resenha - Born a Rebel - Rebellion

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Por Rodrigo Simas
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Nota: 5

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


A Rebellion é formada pelos ex-membros do Grave Digger Uwe Lulis (guitarra) e Tommi Goettlich (baixo), além de Randy Black (ex-Annihilator, bateria), Bjorn Eilen (ex-Warhead, na segunda guitarra) e o vocalista Michael Seifert (ex-Black Destiny).
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A banda faz um heavy/power metal tradicional, calcado em influências oitentistas e muito metal germânico. Nada de novo, mas pelo menos consegue manter sua coerência durante as 11 músicas do CD (com todos os clichês que se possam imaginar do gênero) e deve agradar quem gosta do estilo e não tem muitos problemas com originalidade.

“Born a Rebel” (lançado originalmente em 2003) é o segundo trabalho de estúdio do grupo, e aponta pra uma direção bem mais crua, pesada e direta que seu predecessor, “Shakespeares MacBeth - A Tragedy In Steel” (2002). Mas o que pode satisfazer alguns fãs vai soar como retrocesso para outros, que esperavam uma obra mais complexa, tanto instrumental, como liricamente.

Já pra quem espera alguma originalidade, os problemas começam em Michael Seifert, que não convence com seu vocal forçado, sem nenhuma presença (lembra em alguns momentos Matt Barlow – ex-Iced Earth, mas não é digno de comparação), principalmente quando é necessária alguma interpretação com mais feeling (ouça a balada “Iron Flames”).

As letras falam sobre temas comuns como bebida, adrenalina e rebeldia, todas extremamente básicas – e podem até funcionar bem com o conceito musical que engloba “Born a Rebel”, mas no geral soam infantis e batidas.

No geral, tudo acaba sendo muito previsível. Enquanto a maioria das faixas passa batida no meio da relativa e homogênea mediocridade do CD, algumas se destacam, como as boas “Word Is War” ou “Queens Of Spades”.

Mesmo a guitarra do veterano Uwe Lulis (que junto com Tommi Goettlich também assina a produção) ou o bom baterista que é Randy Black não conseguem salvar o resultado final, que não empolga e falha em trazer alguma coisa de novo para o estilo, já totalmente saturado com bandas que mais parecem clones mal feitos das originais.

Rebellion – Born a Rebel
01. Born a Rebel
02. Adrenalin
03. One For All
04. Word Is War
05. Dragons Fly
06. Queens Of Spades
07. Iron Flames
08. Through The Fire
09. Devils Child
10. Meet Your Demon
11. Power Of Evil

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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…

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