Dr Sin: a espera de sete anos valeu a pena
Resenha - Bravo - Dr Sin
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 20 de novembro de 2007
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Demorou, mas enfim o Dr Sin, uma das mais relevantes bandas de rock pesado do Brasil, está liberando um CD com canções inéditas. E pode-se dizer que a espera de sete anos valeu a pena, pois "Bravo" é um registro e tanto, onde Andria, Edu e Ivan se mostram imprevisíveis ao passear por vários dos estilos do rock´n´roll, ainda que mantendo todas as características e virtuose tão conhecidas pelo público.
A versatilidade de seus músicos permite que se coloquem composições tão distorcidas, que beiram o Heavy Metal, ao lado de passagens praticamente progressivas, ou se contrastando com o otimismo do Hard Rock e baladas matadoras, e isso sem perder a forte ligação com o rock dos anos 70 – devidamente atualizado – que se encontra em quase todas as canções.
Assim sendo, o repertório distribuído em pouco mais de 70 minutos traz tanta coisa diferente que cada ouvinte encontrará suas próprias preferências, mas talvez "Drowning In Sin", que abre o CD com muita distorção e mudanças de andamento incríveis, "Wake Up Call" e "Full Throttle" venham a ser algumas das unanimidades. A melancolia e dramaticidade da balada "Empty World" conquista pela elegância, apresentando um dos melhores trabalhos de voz do disco e, ainda sobre baladas, temos também a gostosa "C´Est La Vie". Entre os temas mais Hard Rock, o alto astral da pegajosa "Freedom", "Life Is Crazy" e a pesadona "Behind Enemy Lines" são excelentes sob todos os aspectos.
O power trio também encara ritmos orientais na instrumental "Taj Mahal", que precede "Celebration Song", com várias referências ao Led Zeppelin e que se encaixa na proposta diversificada de "Bravo". O Dr Sin apresenta alguns convidados especiais que colaboram para engrandecer ainda mais o disco: Gustavo Monsanto, brasileiro que canta na banda francesa Adagio, em "Drowning In Sin"; Luiz Carlini (Camisa de Vênus e Rita Lee) nas faixas "Celebration Song" e "Cest La Vie"; o tecladista Rodrigo Simão e o guitarrista Demian Tiguez da banda Cerymony participam de "Hail Ceasar", entre alguns outros.
O Dr Sin já liberou muita coisa boa ao longo de sua carreira, mas "Brutal" parece ter um lugar especial na escolha dos fãs. Bom, há muita chance de "Bravo" começar a dividir o espaço nesta preferência... Como não poderia deixar de ser, um ótimo trabalho!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
O guitarrista brasileiro que recusou convite de Chris Cornell para integrar sua banda
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O astro que James Hetfield responsabilizou pelo pior show da história do Metallica
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
"Look Outside Your Window", álbum "perdido" do Slipknot, será lançado em abril
Box-set compila a história completa do Heaven and Hell
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
A banda essencial de progressivo que é ignorada pelos fãs, segundo Steve Hackett
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
Os dois membros do Sepultura que estarão presentes no novo álbum de Bruce Dickinson
Quem apelidou Eric Clapton de "mão lenta" ("slowhand") e porque isso faz todo o sentido
De onde veio o nome "Marvin", título de um dos grandes hits dos Titãs
O dia em que Peter Frampton quis demitir brasileiro que salvou sua carreira com ideia genial



CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



