The Haunted: novos rumos longe do Thrash
Resenha - Dead Eye - Haunted
Por Thiago P C Sarkis
Postado em 29 de agosto de 2007
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Desde o princípio de sua carreira, o The Haunted vive sob os mandos e desmandos de um fantasma glorioso chamado At The Gates. Talvez, ou melhor, decerto, porque deu seus primeiros passos com a liderança de três ex-membros da dita banda: Anders Björler (guitarra), Jonas Björler (baixo), e Adrian Erlandsson (bateria). Diante disso, as expectativas e o criticismo em relação ao grupo se apresentaram ostensivos, praticamente massacrantes, como se os fãs cobrassem clássicos imediatos como "The Red In The Sky Is Ours" (1992) e "Slaughter Of The Soul" (1995).


Erlandsson segurou a barra por um registro, o debute auto-intitulado de 1998. Em 1999, deixou o quinteto, deu lugar a Per M. Jensen, partiu para Cradle Of Filth e, posteriormente, Needleye, Brujeria, Nemhain, etc. Os Björler, no entanto, prosseguiram.
Até o lançamento do ao vivo "Live Rounds In Tokyo" (2001), o conjunto apostou em uma fórmula que combinava o instrumental Thrash Metal de Slayer e Dark Angel a vocais altamente influenciados por Phil Anselmo no Pantera. A partir de "One Kill Wonder" (2003), e especialmente após "rEVOLVEr" (2004), contudo, os suecos deixaram claro que estavam determinados a uma mudança.
"The Dead Eye" (2006) é, por enquanto, a maior prova disso, e a amostra principal do direcionamento que eles decidiram tomar. Quem espera por riffs Thrash, referências à escola tradicional do Death escandinavo, velocidade, guturais ferozes, pode encontrar vários destes elementos em alguns instantes do disco. Entretanto, no restante, ficará desapontado.

As treze faixas do CD trazem um Metal bem carregado e, às vezes, lento, centrado em atmosferas nebulosas, coalhadas de inúmeras camadas de gravações da voz de Peter Dolving, o qual varia como nunca, usando e abusando de vocais limpos. Além disso, há uma muralha de baixo e guitarras mais voltada à densidade das músicas e ao conteúdo lírico das mesmas do que a puro peso e à brutalidade de estilos extremos como o que eles costumavam praticar.
Dadas as características citadas, este novo álbum certamente desagradará aos que estão em busca de algo old-school na linha de "The Haunted Made Me Do It" (2000); será uma experiência ainda pior para aqueles que esperam por uma sonoridade próxima à do At The Gates; ademais, não é nem próximo ao máximo que se pode atingir dentro da vertente à qual a banda se propôs para o CD. Trata-se, na verdade, de uma tentativa relativamente irregular, mas que conta sim com destaques aqui e ali, idéias interessantes, e experimentos em nítido desenvolvimento.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Daqui a alguns anos é bem provável que leiamos matérias com os integrantes do grupo, isto é, caso eles continuem juntos, dizendo o quão importante "The Dead Eye" foi para a evolução do The Haunted. Todavia, para o agora, é somente bom, ou seja, abaixo do que se pode esperar de músicos já consagrados como eles.
Formação:
Peter Dolving (vocais)
Anders Björler (guitarra)
Patrik Jensen (guitarra)
Jonas Björler (baixo)
Per M. Jensen (bateria)
The Haunted – The Dead Eye
(Metal Maximum - nacional)
1. The Premonition
2. The Flood
3. The Medication
4. The Drowning
5. The Reflection
6. The Prosecution
7. The Fallout
8. The Medusa
9. The Shifter
10. The Cynic
11. The Failure
12. The Stain
13. The Guilt Trip

Site Oficial: www.the-haunted.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
O motivo por trás da decisão de Aquiles Priester de vender baquetas do Angra no Bangers
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
O melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo Eric Clapton
A opinião de Fernanda Lira sobre Jessica Falchi como nova guitarrista do Korzus
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Megadeth toca "Ride the Lightning" pela primeira vez ao vivo
Fabio Lione posta mensagem misteriosa no Instagram; "Não direi nem uma palavra"
Dave Grohl redescobriu o Alice in Chains graças às filhas
Por que a turnê de reunião original do Kiss fracassou, segundo Gene Simmons
Para Adrian Smith, Iron Maiden jamais acabará enquanto Steve Harris existir
Baixista lamenta que letras do Bad Religion ainda sejam relevantes
Bangers Open Air tem datas confirmadas para 2027
A opinião de Renato Russo sobre os Raimundos e Gabriel o Pensador
Pattie Boyd: o infernal triângulo com George Harrison e Eric Clapton
Lars Ulrich e a única banda contemporânea que está à altura do Metallica

"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

