Weinhold: fiel às raízes da música pesada
Resenha - Below The Line - Weinhold
Por Ricardo Seelig
Postado em 22 de julho de 2007
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Com quase quarenta anos de carreira, Jutta Weinhold foi uma das primeiras mulheres a se aventurar no rock pesado. Iniciando a sua carreira em 1969, participou de musicais como "Hair" e "Jesus Christ Superstar". Mas foi com o grupo Zed Yago que essa alemã se destacou na cena, através dos álbuns "From Over Yonder" (1988) e "Pilgrimage" (1989).

Após um tempo afastada, Jutta voltou à ativa em grande estilo em 2004, com o ótimo "From Heaven Through The World To Hell". "Below The Line" dá sequência a esse trabalho. O grande, destaque, como não poderia deixar de ser, é a voz agressiva de Jutta, conferindo às músicas uma característica mais crua que o trabalho desenvolvido por Doro Pesch, por exemplo. Há também uma profusão de belas melodias, todas calcadas em arranjos construídos sobre bases que são puro heavy metal tradicional. Destaque para a bela balada "Eternity", para a pesadona "Spirit Of Fear", a cadenciada "Fire No Water" e "Storyletter", dona de um riff parecidíssimo com "The Book Of Heavy Metal", do Dream Evil.
Lars Ratz e Michael Ehre, do Metalium, produziram o disco e também tocam no álbum. Aliás, a história de Jutta com Lars é bastante antiga, já que os dois tocaram juntos no Velvet Riper por mais de quinze anos.
De maneira geral, "Below The Line" é um bom disco de metal tradicional. Jutta Weinhold soube reunir ao seu redor grandes músicos, e o resultado final não poderia ser diferente: um disco pesado, fiel às raízes da música pesada e coerente com a história da vocalista. Recomendado pra quem acha que heavy metal com vocais femininos se limita a Tarja e seus clones.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rick Rubin descartou uma das maiores bandas do grunge; "Não acho que sejam muito bons"
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
Fabio Lione afirma que show do Angra no Bangers Open Air será legal
"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush
A música apocalíptica do Metallica lançada há mais de 40 anos que ainda faz sentido
A foto polêmica em que Stevie Nicks mostrou mais do que queria e depois se arrependeu
Jon Oliva publica mensagem atualizando estado de saúde e celebrando o irmão
Michale Graves não se enxerga mais como parte do punk e já começou mudança na carreira
A lenda do rock que ajudou o AC/DC a abrir caminho nos EUA, segundo Malcolm Young
Por que em "Ride the Lightning" o Metallica deu um grande salto em relação a "Kill 'Em All"
Frontman do Corrosion of Conformity, Pepper Keenan lembra teste para baixista do Metallica
Exausto das brigas, guitarrista não vê a hora de o Journey acabar de vez
O guitarrista com o qual Ronnie Romero (ex-Rainbow) se recusaria a trabalhar
O disco do AC/DC que agrada Kerry King por ser "sombrio"
James Hetfield aponta suas quatro bandas de Rock favoritas
A música do Genesis que virou hit, mas Phil Collins não cantava; "Não sei do que ela fala"


Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



