Nightmare: power com características particulares

Resenha - Dominion Gate - Nigthmare

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Por Maurício Dehò
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Nota: 8

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Que a França nunca foi uma potência no metal todos sabem, mas isso não significa que a cena esteja morta nos arredores da Torre Eiffel. Hoje, poucos nomes têm destaque, como o prog do Adagio, que tem até uma mãozinha do vocalista brasileiro Gustavo Monsanto, mas uns “velhinhos” ainda têm feito um som de primeira. O grupo em questão é o Nightmare, que lançou “The Dominion Gate” em 2005 (2006 no Brasil, via Hellion Records) e vem mostrando fôlego de sobra com seu power metal, mesmo após as muitas idas e vindas que marcam os 28 anos desde a sua criação (isso mesmo, 1979!).
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O principal é notar que o que poderia ser apenas nostalgia não acontece. O estilo remete sim aos anos 80, mas a sonoridade não deixou de acompanhar o tempo e a banda usa e abusa das “modernidades” atuais para enriquecer suas composições. Isso tudo com a ajuda de um line-up de primeira, renovado (esqueça os “velhinhos”), com a entrada dos jovens guitarristas Alex Hilbert e Franck Milleliri nos últimos anos. Além disso, há a presença marcante do vocalista Jo Amore, que chegou a ser baterista no grupo, mas, com a saída (e posterior morte) de Jean-Marie Boix, achou seu verdadeiro posto atrás do microfone, com uma voz poderosa. Além disso, descolou a vaga na batera para o irmão, David Amore.

Musicalmente, a característica mais visível do quinteto é a tentativa de serem grandiosos, meio na linha épica. Para isso, não têm medo em arriscar em alguns sons eletrônicos e usam muito teclado, para dar um clima diferenciado, apesar de não terem mais um membro efetivo para o posto. Tudo sem exageros. No refrão, é comum aparecer ainda um coral com cinco vozes, que fazem uma grande diferença e um belo efeito.

Algumas das 13 músicas (65 minutos) se destacam, como “Temple of Tears”, abrindo bem o disco, com elementos progressivos, e a próxima, “A Taste of Armageddon”, com a bela participação de Floor Jansen, do After Forever, numa parte mais lenta. Há ainda a épica e apocalíptica “The Dressmaker”, com uma maior variação nos vocais de Jo. Bem no meio do CD, “Paranormal Magnitude (Part II)” dá uma boa quebra na normalidade que parece vir, contando apenas com uma parte instrumental e coros.

O clima esquenta mesmo no final, com mais convidados especiais. Outro do After Forever, o guitarrista e vocalista Sander Gommans, entra com seus guturais em “The Eretic”, “The Watchtower” e a última, “K-141”, num trabalho que casou muito bem com o som da banda e tira um pouco da sensação de mesmice que um CD longo poderia causar. Floor Jansen ainda volta para mais umas frases na boa faixa-título, de oito minutos, mas desta vez não fica só na parte mais lenta da música e canta mais agressivamente.

Para os amantes do power metal, o Nightmare segue como um nome forte, mesmo num país fraco. Estes franceses têm um som até comum atualmente (vide Jag Panzer, em alguns lançamentos, antes de cair mais no hard rock, ou o Guardians of Time, por exemplo), mas o executam com várias características mais particulares, além de terem integrantes bem afiados. "The Dominion Gate" é uma hora de diversão garantida.

Formação:
Jo Amore – vocal
Alex Hilbert – guitarra
Franck Milleliri – guitarra
Yves Campion – baixo
David Amore – bateria

Track List:
01. Temple Of Tears
02. A Taste Of Armageddom
03. Messenger Of Faith
04. Secret Rules (Beati Paoli)
05. The Dressmaker
06. Endless Agony
07. Paranormal Magnitude (Part II)
08. Circle Of The Dark
09. Hauting Memories
10. Heretic
11. The Dominium Gate
12. The Watchtower
13. K-141

Lançamento Hellion Records – nacional – 2006

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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