Winger: de volta, mas dando as costas ao Glam
Resenha - IV - Winger
Por Patrício duarte
Postado em 12 de março de 2007
Quando alguém critica negativamente o género Glam Rock, existem boas probabilidades de usar Winger como arma de arremesso. As baladas melosas pela qual ficaram conhecidos, os sucessivos ataques que sofreram no seriado Beavis & Butthead e o advento do grunge na década de 90, em parte acabaram por acelerar a separação da banda.
Winger "IV" marca portanto o regresso às lides da música e de uma maneira que ninguém esperava. Os autores de "Seventeen" apresentam-nos agora um disco conceitual em que a história contada se passa perante os olhos de um soldado. Será que o disco funciona? Sim, mas não é de fácil audição.
Pelo que tive oportunidade de ler em vários reviews as pessoas estão divididas. Os amantes do Glam ficaram muito desiludidos com este disco, pois a alegria que fazia parte deste género musical e por conseguinte dos álbuns desta banda desapareceu, para além disso não existem baladas radiofónicas. Por outro lado, aqueles que nem gostam deste tipo de sonoridades e que nem sentiam uma grande consideração por Winger admitem estar surpreendidos com este novo disco.
De fato "IV" é um excelente álbum, daqueles que se vai descobrindo a partir de várias audições. Não existe nenhuma música que deva ser mencionada em especial, "IV" funciona como um todo e é essa a beleza do disco.
A voz de Kip Winger continua impecável e o trabalho de Reab Beach, que também assume funções de guitarrista no Whitesnake é brilhante.
Só há um senão neste disco, as letras com um sentido patriótico soam um pouco estranho aos ouvidos não-americanos. No entanto a música fala por si, "IV" é de fato um ótimo regresso do Winger. Que venham mais discos assim!
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