Resenha - A Line of Deathless Kings - My Dying Bride
Por Marcelo Rissi
Postado em 04 de janeiro de 2007
Nota: 9 ![]()
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Exatamente dois anos depois do lançamento de "Songs of Darkness / Words of Light", os ingleses do My Dying Bride ressurgem na cena com mais um registro, denominado "A Line of Deathless Kings" (2006). Considerados os pais do Doom Metal junto ao ‘Paradise Lost’ e ‘Anathema’, o My Dying Bride quase sempre manteve o padrão de qualidade e honestidade à sua música, sendo que de muito pouco têm os fãs do que se queixar.
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Se o antecessor "Songs of Darkness / Words of Light" (por muitos considerado como álbum de retorno da banda à boa fase) já havia sido aclamado pela mídia como o melhor lançamento de Doom Metal do ano, as críticas hão de ser ainda mais positivas com o atual "A Line of Deathless Kings". Isso porque este registro nada mais é que uma evolução do trabalho anterior.
Se este não é o melhor trabalho do My Dying Bride (ainda não está em pé de igualdade com o "The Angel and The Dark River", por exemplo), pelo menos, em nenhum momento desagradará aos fãs, uma vez que todos os elementos tipicamente "My Dying Bride" são encontrados: andamento lento, longa duração das faixas, riffs tétricos, teclados atmosféricos e depressivos (dando aquela veia tipicamente melancólica própria do estilo) e vocais sempre mórbidos e quase recitados de Aaron Stainthorpe.
Para quem andou se decepcionando com o grupo, com o lançamento do polêmico álbum "34.788%...Complete" (que rendeu severas críticas por parte dos fãs e da mídia), e ainda estão, de alguma forma receosos, podem ficar tranqüilos, porque faz tempo que a banda tem provado não estar propensa a repetir os erros do passado.
Com aproximadamente uma hora de duração, o álbum apresenta alguns destaques, como a longa e viajada "L’amour Detruit", a triste "Thy Raven Wings", que apesar de simples, é capaz de transmitir ao ouvinte um forte sentimento de tristeza e solidão (basta ouvir a introdução de teclado) e a mórbida e cativante "The Blood, The Wine, The Roses", fechando o álbum com chave de ouro.
"A Line of Deathless Kings" já entrou para a condição de clássico da banda e só não merece receber nota dez porque, apesar de tudo, ainda está atrás do incontestável clássico absoluto "The Angel and The Dark River".
Formação:
Aaron Stainthorpe - vocalista
Ade Jackson - baixista
Andrew Craighan - guitarrista
Hamish Glencross - guitarrista
Sarah Stanton - tecladista
Website: http://www.mydyingbride.org/
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