Rhapsody Of Fire: Em primeira mão, review do CD "Triumph Or Agony"

Resenha - Triumph Or Agony - Rhapsody Of Fire

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Por Ricardo Seelig
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Nota: 9

Na minha singela e sincera opinião, ouvir um álbum do Rhapsody (que agora ganhou o complemento "Of Fire" por questões judiciais) é uma das experiências mais intensas e legais que o heavy metal pode proporcionar. A mitologia repleta de fantasia saída das mentes de Luca Turilli e Alex Staropoli, os dois manda-chuvas do grupo, é repleta de detalhes e curiosidades, e o som merece até uma nova linha.

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Quantos grupos podem se gabar de ter encontrado uma sonoridade própria, e, mais ainda, de ter influenciado consideravelmente o que veio depois? Apenas os grandes nomes do metal alcançaram esta distinção, e, queiram ou não, o Rhapsody Of Fire é um deles. A união de power metal com música clássica executada à perfeição pelo grupo empolga até hoje, mais de uma década depois do nascimento da banda. Suas músicas são épicas e "visuais" como poucas. A cada audição é possível ver, na sua frente, os milhares de cavalheiros medievais empunhando suas espadas, partindo ferozmente em suas batalhas. Experimente assistir a trilogia "O Senhor dos Anéis" ao som do grupo e comprove.

Este novo trabalho segue a linha de tudo o que a banda fez antes. Não há nada de novo praticamente. Estão lá a melodia abundante, os vocais carregados de Fabio Lione, os arranjos grandiosos, as passagens folk e celtas, os solos à velocidade da luz de Turilli. Tudo, tudo, tudo, do mesmo jeito que você já conhece dos trabalhos anteriores do conjunto.

Mas o que atrai no som do Rhapsody Of Fire é justamente isso. A banda esculpiu o seu som, e, disco após disco, vêm aprimorando a sua música. As influências progressivas, já retomadas no último álbum, continuam e estão ainda mais evidentes. Em vários momentos há um afastamento da rapidez desenfreada dos primeiros discos, trocada aqui pela busca de arranjos mais trabalhados, repletos de nuances e instrumentações elaboradas. Isso gerou um ganho de peso ao som, o que sempre é uma boa notícia.

Destaques? A bela introdução, seguindo a tradição do grupo, com orquestrações épicas que preparam o caminho para o que virá ; a faixa-título, com belíssimos coros ; a acústica "Old Age Of Wonders", que lembra o que o Blackmore's Night vem fazendo ; a teatral e cadenciada "The Myth Of The Holy Sword" ; a pesada "Silent Dream", uma das melhores composições da carreira da banda, com influências de hard rock (???) ; e a dobradinha final, com a suíte "The Mystic Prophecy Of The Demonknight" e a sinfônica "Dark Reign Of Fire".

Mais um ótimo álbum do Rhapsody Of Fire, um disco maduro, que mostra o quanto a banda evoluiu e aprimorou o seu som ao longo da carreira. A sonoridade do grupo continua impressionante, empolgante para os fãs mais antigos e chocante para os neófitos. E afinal de contas, não é isso que toda banda busca?

Faixas:

1. Dar-Kunor
a. Echoes From The Elvish Woods
b. Fear Of The Dungeons
2. Triumph Or Agony
3. Heart Of The Darklands
4. Old Age Of Wonders
5. The Myth Of The Holy Sword
6. Il Canto Del Vento
7. Silent Dream
8. Bloody Red Dungeons
9. Son Of Pain
10. The Mystic Prophecy Of The Demonknight
a. A New Saga Begins
b. Through The Portals Of Agony
c. The Black Order
d. Nekron's Bloody Rhymes
e. Escape From Horror
11. Dark Reign Of Fire
a. Winter Dawn's Theme


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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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