Resenha - Progressions Of Power - Triumph
Por Rodrigo Werneck
Postado em 07 de maio de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Deixando um pouco de lado os arranjos pomposos dos discos anteriores, e retornando ao som um pouco mais cru dos seus primeiros discos, o Triumph lançou seu quarto disco, "Progressions Of Power", em 1980, que é agora relançado pela Sanctuary em versão remasterizada.

A formação seguia firme com Rik Emmett na guitarra e vocal, Mike Levine no baixo e teclados, e Gil Moore na bateria e vocal. A mencionada reorientação musical neste disco, menos AOR, mais direto e em sintonia com o tipo de música que vinha fazendo sucesso na Inglaterra por ocasião do surgimento da NWOBHM por aquelas bandas, fez com que o Triumph tivesse as portas abertas no outro lado do Oceano Atlântico, uma guinada providencial na carreira deles. A juventude inglesa, ávida por novidades domésticas ou importadas no terreno do rock, logo após a implosão do punk, os recebeu de braços abertos. Em comparação às bandas americanas que emergiram no mesmo período, como Styx e Journey, os canadenses do Triumph apresentavam um som mais pesado e mais ao gosto dos britânicos. Sua primeira turnê pelo Reino Unido ocorreu naquele mesmo ano, o que de certa forma gerou um problema pois o Triumph possuía um equipamento de palco enorme, destinado aos maiores locais de shows dos EUA, e nas casas inglesas, em sua grande maioria bem menores, era difícil de se aprontar tudo a contento. Isso somado ao fato de que a gravadora os queria o maior tempo possível excursionando na América do Norte, para aproveitar o sucesso deles por lá, e não deixar a peteca cair.
Abrindo o disco, logo de cara uma pedrada: a arrasa-quarteirão "I Live For The Weekend", popular em shows, seguida por "I Can Survive", um rock de arena típico, com seu refrão cativante. "In The Night" é uma típica balada pesada da banda, com vocais e solos inspirados de Rik Emmett. "Nature Child" começa de forma arrastada, e após seus 3 minutos de duração alguém pisa no acelerador e o que se segue é algo próximo do speed metal, com viradas de bateria e solos de guitarra a 300Km/h, retornando à fórmula original para então finalizar.
Seguindo a fórmula do disco anterior ("Just A Game"), Emmett incluiu uma de suas baladas mais lentas com influências de jazz, nominalmente "Take My Heart", onde pôde explorar outros terrenos com sua eclética e melódica voz, e seu violão. "Tear The Roof Off", como o título óbvio sugere, é mais um rockão dentro do espírito dos novos planos de vôo do grupo. "Fingertalkin’" é mais um dos temas instrumentais levados por Rik Emmett com seu violão, visivelmente calcada em "The Clap" de Steve Howe (Yes), certamente uma homenagem velada, e abrindo espaço para a faixa que fecha o disco, "Hard Road", que possui melodia vocal bastante grudenta e solos alternados do teclado de Levine e da guitarra de Emmett, além de um inesperado final quase progressivo. Das faixas mais pesadas, provavelmente a que mais ainda se aproximava do estilo do disco anterior.
O Triumph seguia com muita consistência a sua carreira, passando pelo teste do quarto disco com maestria. E mais estava por vir em breve, com o aclamado "Allied Forces".
Tracklist:
1. I Live For The Weekend
2. I Can Survive
3. In The Night
4. Nature’s Child
5. Woman In Love
6. Take My Heart
7. Tear The Roof Off
8. Fingertalkin’ (instrumental)
9. Hard Road
Site: www.triumphmusic.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rolling Stones voltam ao estúdio apenas três meses após lançar novo álbum
A música que o Black Sabbath escreveu para "A Hora do Pesadelo 3"
12 bandas de rock que contam com apenas um membro original na formação
O trabalho do Metallica que James Hetfield admite que não funciona bem ao vivo
Rockstar Games divulga rádio de GTA 6 com Kerry King e Tom Araya
A banda em que Matt Sorum mais gostou de tocar (não foi o Guns N' Roses)
5 prisões de astros do rock que tiveram consequências muito além da cadeia
Tobias Forge (Ghost) reativa sua banda de death metal, Repugnant
Do início caótico ao último álbum, a discografia do Megadeth comentada por Mateus Ribeiro
Tom Morello conta como se tornou fã de Nuno Bettencourt antes do sucesso do Extreme
Regis Tadeu aponta o grave erro que o Metallica está cometendo em shows recentes
Quando Keith Richards se apaixonou por uma música - e pela vocalista que a cantava
O erro que James Hetfield admite ter cometido com Jason Newsted no Metallica
Registro perdido do Black Sabbath de 1970 reaparece com versão impressionante de clássico
O músico que mudou o som do Scorpions; "vamos tornar essa porra pesada novamente"
AC/DC: como Angus responde a um copo de cerveja atirado?
Paul McCartney relembra a dificuldade de superar o fim dos Beatles com The Wings
Como Steve Harris barrou tentativa de Bruce Dickinson de mudar som do Iron Maiden



Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Iron Maiden: Review do novo álbum publicado na revista Kerrang



