Resenha - Beyond The Sea - Dark Moor
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 29 de outubro de 2005
Nota: 8 ![]()
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Sempre considerei o Dark Moor uma das bandas mais interessantes do metal melódico. Os espanhóis se caracterizaram desde o início por fazerem uma mistura elegante e equilibrada de heavy, melódico e erudito, com ótimos toques clássicos, riffs de respeito e harmonias belíssimas. E nunca soaram chatos ou metidos demais. Tudo isso continua devidamente afiado em "Beyond The Sea", novo álbum dos rapazes, mas o vocal...
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A falta de Elisa C. Martin ainda incomoda. Seu vocal peculiar e sua habilidade em compor era um diferencial que eles tinham e agora não têm mais. E quando Alfred Romero começa a cantar a empolgação cai consideravelmente. O rapaz não é o péssimo dos péssimos, longe disso, mas é medíocre demais, e nada que seja demasiadamente mediano pode ser tido como bom, ainda mais no metal melódico. Com o desenrolar do álbum você se acostuma com o sujeito e ele passa a atrapalhar menos, o que não significa que sua performance fique melhor pela nossa "ambientação". Independente disso, "Beyond The Sea" é muito bom. A começar pela estupenda arte gráfica, coisa que o Dark Moor nunca descuidou.
"Houdini’s Great Escape", a terceira faixa, dá uma virada sensacional no clima do disco até ali e é excelente: peso medido em toneladas, velocidade em anos-luz e punch claramente oitentista. Lembra até seus conterrâneos do Vhäldemar, sendo o lado mais agressivo do power metal.
"The Silver Keys" e "Green Eyes" são oscilantes, alternam cadência com velocidade e momentos inspirados com lugares-comuns que atrapalham uma audição mais exigente.
"Going On" é altamente influenciada por Iron Maiden – especialmente o riff inicial – e é onde eles conseguem uma das melhores misturas entre o heavy metal direto com os toques clássicos de fundo. A faixa título tem o único refrão realmente memorável do álbum – mas a falta de refrãos grudentos não comprometem a qualidade. E o belíssimo interlúdio "Julius Caesar" – impressionante como o Dark Moor é competente para criar introduções e climas específicos – abre espaço para a ótima "Alea Jacta", num show de Enrik Garcia e Andy C. Aliás, toda a banda é tecnicamente admirável, sabendo bem como trabalhar em conjunto e agregar seus anseios / estilos próprios na maneira de compor e tocar.
Se Alfred Romero fosse melhor vocalista, "Beyond The Sea" ficaria bem mais atraente do que já é. Deixaram de serem tão singulares como antes, mesmo assim, este trabalho figura fácil como um dos melhores do ano em seu estilo. Apreciadores da mistura musical feita com inteligência e capacidade que o Dark Moor proporciona têm uma boa oportunidade de adquirir em versão nacional um ótimo exemplo de vida inteligente no metal melódico.
Formação:
Alfred Romero (Vocal & Violão)
Enrik Garcia (Guitarra & Voz Gutural)
Dani Fernandez (Baixo)
Andy C (Bateria & Piano)
Site Oficial: http://www.dark-moor.com
Material Cedido Por:
Encore Records
http://www.encorerecords.com.br
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