Resenha - Be - Pain Of Salvation

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Por Thiago Sarkis
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Nota: 8


"Be" não é o melhor álbum do Pain Of Salvation, mas certamente figura como o mais sério candidato a ficar na história. Nele ocorre o maior encontro entre música e filosofia já visto. Tanta ousadia tem seu preço e, obviamente, dificuldades surgem no caminho.

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As três primeiras faixas e também outros momentos dispersos pelo disco, contendo um excesso de 'samples' com conversações e partes faladas, prejudicam o desenvolvimento da temática e dão a impressão de uma tentativa desmedida de racionalização. É o grande erro de Daniel Gildenlöw aqui, já que a interpretação e a expressão de sentimentos são as características de destaque absoluto em sua banda.

O início daquilo que se espera dos suecos só acontece em "Pluvius Aestivus" e, precisamente, "Lilium Cruentus". Ou seja, demora mais do que devia. No entanto, parece valer a pena, pois, a partir de então, a mente criativa de Gildenlöw rende, e o inesperado brilha na fantástica "Vocari Dei".

As orquestrações presentes na maioria das composições deixam os grupos do mesmo estilo a ver navios. Simplesmente impressionantes. Os instrumentos soam melhores do que nunca, e a guitarra ganha relevo em solos nitidamente inspirados por David Gilmour. Por sinal, o que é o Pain Of Salvation senão o Pink Floyd do novo milênio? Ousado, inteligente, inovador! Influências que variam de rock progressivo a Faith No More, e até nu metal, desembocando num som diferenciado e único.

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É certo, contudo, que "Animae Partus", "Deus Nova", "Imago", mesmo com a esquiva de serem introdutórias, falham e mostram que o conjunto perdeu a dose no próprio raciocínio. Nada que "Nihil Morari" não cure em variações caóticas.

O melhor do metal progressivo, na atualidade, vem do Pain Of Salvation, ainda que oscilando como em "Be". É inacreditável saber que tem gente perdendo a oportunidade única de vê-los em turnê no Brasil ao lado de um dos gigantes do metal atual, o Evergrey.

Site Oficial - http://www.painofsalvation.com

Daniel Gildenlöw (Vocais - Guitarra - Violões)
Johan Hallgren (Guitarra - Vocais)
Fredrik Hermansson (Teclados)
Kristoffer Gildenlöw (Baixo)
Johan Langell (Bateria)

Material cedido por:
Hellion Records - http://www.hellionrecords.com
Rua 24 de Maio, 62 - Lojas 280 / 282 / 308 - Centro.
São Paulo - SP - BRASIL
CEP: 01041-900
Tel: (11) 5083-2727 / 5083-9797 / 5539-7415
Fax: (11) 5549-0083
Email: hellion@uol.com.br


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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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