Resenha - Accidentally On Purpose - Gillan & Glover
Por Fernando De Santis
Postado em 23 de junho de 2005
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Se você está esperando só ‘Rock n’ Roll’ nesse projeto desses dois monstros da música, Gillan e Glover (para quem mora em Saturno e não sabe tratam-se de dois músicos do Deep Purple), pode ir tirando o cavalinho da chuva.

Por se tratar de algo paralelo ao Purple, tudo que vemos (e ouvimos) é bem diferente do que os músicos estão acostumados a fazer. Além de contar com a voz de Ian Gillan e o baixo de Roger Glover, Randy Brecker (guitarra), Andy Newmark (bateria) e Dr. John (piano), completam o time desse projeto. O disco já começa com a balada "Clouds and Rain", que embora seja meio diferente por ter metais, acaba agradando. "Evil Eye" é uma música bem com cara de anos 70 / 80, com aquelas batidas típicas e um coro de "oh oh oh" que chega a irritar. Parabéns se você conseguir escuta-la de ponta a ponta. Na seqüência vêm duas composições dispensáveis: "She Took My Breath Away" e "Dislocated". A tecla de avanço de faixa do CD, nunca foi tão útil quanto nessa seqüência.
Mas calma, afinal é um álbum que conta com Gillan e Glover! Como ter três músicas ruins em série!? E felizmente essa seqüência é quebrada com a boa "Via Miami" que é um rock n’ roll empolgante que faz o ouvinte bater o pé de forma involuntária. "I Can’t Dance To That" traz distorção pela primeira vez às caixas de som do player. Riff inspirado e Gillan no estilão Purple, talvez um dos pontos altos do disco. E quando você pensa que já ouviu todos os estilos no mesmo álbum, Gillan e Glover apresentam o ótimo blues "Can’t Believe You Wanna Leave", que destaca a ótima performance do pianista Dr. John. "Telephone Box" é outra composição mais Rock, que agrada muito e acaba valendo a pena... com direito a backing vocals femininos e tudo mais. Porém quando tudo estava indo tão bem, acontece a famosa recaída e desta vez, bem aguda. "Cayman Island" é um reggae muito chato e totalmente dispensável.
Por ser um projeto solo, dá até para entender todos esses experimentos, porém chega a ser difícil escutar um álbum tão heterogêneo como esse, que às vezes apresenta um blues inspirado e de repente "presenteia" o fã com um reggae bem sem vergonha. Disco dispensável na coleção... na dúvida, passe longe.
Material cedido pela gravadora ST2 Records
Outras resenhas de Accidentally On Purpose - Gillan & Glover
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Eloy Casagrande anuncia ter finalizado suas partes para o próximo álbum do Slipknot
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
Humberto Gessinger e Andreas Kisser apontam o que faltou ao rock nacional dos anos 80
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
A banda de heavy metal que Josh Homme ama, mas não quer imitar de jeito nenhum
David Ellefson comenta relação entre "Go to Hell", do Megadeth e "Enter Sandman", do Metallica
Glenn Hughes ficava muito acelerado quando tomava café, segundo Tony Iommi
Por que James Hetfield do Metallica foi expulso de sua própria casa, segundo o próprio
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
A cantora que usou música do Slayer para combater o patriarcado
A faixa de "Reign in Blood" que Tom Araya não é muito fã
Slash falhou em seguir o conselho de Keith Richards, que mesmo assim foi lá e o apoiou
Heavy Metal: os 11 melhores álbuns da década de 70 segundo o Loudwire
Como Queen dividia a grana das músicas, segundo o "prejudicado" Roger Taylor

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



