Resenha - Art Of Dying - Death Angel
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 20 de dezembro de 2004
"The Art Of Dying" marca o retorno muito bem-vindo do Death Angel, esta que foi uma das grandes bandas responsáveis pelo surgimento do Thrash Bay Area oitentista ao lado de Testament, Exodus e do velho Metallica. Na época, com seus jovens membros saindo da pré-adolescência, todos parentes descendentes de filipinos radicados nos EUA, esse talentoso pessoal conseguiu atrair muitos headbangers com sua proposta musical bastante básica ainda no início de sua carreira, mas logo lançando trabalhos que se tornaram verdadeiros clássicos para o estilo.
E agora, depois de 14 anos, voltam à ativa, contando em sua formação com Mark Osegueda nas vozes, Ted Aguilar e Rob Cavestany nas guitarras, Dennis Pepa no baixo e Andy Galeon na bateria e, mesmo após todo esse tempo, seus músicos estão na casa dos 30 anos. E parece que o tempo não modificou em muito a música do Death Angel, pois escutando este seu quarto álbum de estúdio é como retornar duas décadas no mundo da música pesada.
Com a voz rasgada e bastante particular de Mark, excelentes solos quase virtuosos e guitarras bases fiéis ao estilo thrash clássico que ajudaram a moldar, tudo apoiado a uma cozinha muito coesa e matadora, é realmente um prazer escutar "The Art Of Dying", onde tudo soa de maneira muito honesta.
Apesar da curta introdução acústica ser até mesmo desnecessária, o que se segue são canções pesadas, agressivas e contestadoras, mesmo com todo o cuidado no quesito melodias que se observa nas composições, cujos refrãos são destaques em praticamente todas as músicas. Do thrash da velha escola estão "5 Steps Of Freedon", "No" e "Never Me". Mudanças de andamentos em meio ao frênesi distorcido como na faixa "Thicker Than Blood", alguns poucos climas melancólicos e de metal tradicional em "Famine", em meio a outras faixas que abrirão rodas e mais rodas em apresentações ao vivo.
O álbum fecha de maneira magistral com a melhor semi-balada que escutei nos últimos anos: "Word To The Wise", com seu começo acústico que parte para o elétrico cheio de emoção, onde a interpretação de Mark atinge grandes proporções numa canção cheia de perspectivas para um futuro melhor. Como em todo este excelente disco, esta é uma faixa cuja simplicidade é sobrepujada pelo feeling. Indicadíssimo!!!
DEATH ANGEL – The Art Of Dying
(2004 – Nuclear Blast / Paradox Music)
01. Intro
02. Thrown To The Wolves
03. 5 Steps Of Freedom
04. Thicker Than Blood
05. The Evil Incarnate
06. Famine
07. Prophecy
08. No
09. Spirit
10. Land Of Blood
11. Never Me
12. Word To The Wise
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