Resenha - Neon God Part 2; The Demise - W.A.S.P.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ben Ami Scopinho
Enviar Correções  


"The Neon God: part 2", vem completar a ópera-rock do personagem Jesse Slane, o falso auto-proclamado messias que convence milhões de pessoas graças ao seu poder de persuasão e ao marketing bem elaborado. E, em meio a seguidores cegos, milagres, orgias, abusos de drogas, falsas esperanças e traições, Slane revê toda sua vida, e o final não foge muito de uma triste e já famosa história cristã que todos conhecem...

publicidade

Já o lado musical obviamente também não difere muito dos outros trabalhos do W.A.S.P., todo aquele metal fundido com hard e rock n´roll cru que já se tornou sua marca registrada, sendo que aqui há uma maior presença do órgão Hammond. Mas em relação à "Part 1 – The Rise", este não possui introduções ou interlúdios, portanto é bem mais direto. Como o anterior, nesta continuação a maior parte das letras também estão em forma de diálogos escritos com muita sensibilidade e a interpretação dos mesmos por Blackie estão inigualáveis, transmitindo ao ouvinte as muitas variações de sentimentos que esta ópera-rock possui.

publicidade

Um detalhe interessante adotado neste trabalho foi a repetição de alguns mesmos arranjos em outras canções, "amarrando" ainda mais a estória. Curioso também é o fato de os músicos não se limitaram a tocar somente seus respectivos instrumentos. Por exemplo, a bateria não foi tocada somente por Stet Howland e Frankie Banali (apesar dos créditos deste não constarem no encarte), mas também por Darrel e pelo próprio Blackie, e isso foi acontece também com o contrabaixo, que teoricamente ficaria somente ao encargo de Mike Duda.

publicidade

As vozes de fundo merecem destaque e mais ainda os solos de Darrel Roberts, que estão entre os melhores de toda a carreira do W.A.S.P.. A boa e velha selvageria de Chris Holmes sinceramente não fizeram falta. Quanto às canções, eu destacaria "Ressurector", "Clockwork Mary", a excelente "Tear Down The Walls", os ótimos e simples arranjos de "Come Black To Black" e o épico "The Last Redemption", com seus mais de treze minutos repletos de variações, sendo a faixa mais longa já composta por esta banda .

publicidade

Foi dito em algumas resenhas da primeira parte que o trabalho está mal gravado. Oras, um dos grandes méritos das canções do W.A.S.P. é que as mesmas sempre soaram ásperas, e esta é a beleza da sua música. Por fim, muitos ficam na expectativa se "The Neon God" supera a obra-prima "The Crimson Idol". Vamos colocar assim: no lado instrumental, "The Crimson Idol" é superior. Agora, já no quesito lírico, "The Neon God" é muito, mas muito melhor.

publicidade

W.A.S.P. - The Neon God – part 2 – The Demise
(Distribuído por Century Media Records)

1. Never Say Die
2. Resurrector
3. The Demise
4. Clockwork Mary
5. Tear Down The Walls
6. Come Back To Black
7. All My Life
8. Destiny’s To Come
9. The Last Redemption

Home page: www.waspnation.com

publicidade




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Bob Kulick: causa da morte do guitarrista, enfim, é divulgada - e não foi suicídioBob Kulick
Causa da morte do guitarrista, enfim, é divulgada - e não foi suicídio

Rodz Online: Os 36 anos do álbum de estreia do WASP (vídeo)

Blackie Lawless: por que toda banda de rock após 1983 tem dívida com o Quiet RiotBlackie Lawless
Por que toda banda de rock após 1983 tem dívida com o Quiet Riot

Frankie Banali: baterista do Quiet Riot, W.A.S.P. e outros morre aos 68 anosFrankie Banali
Baterista do Quiet Riot, W.A.S.P. e outros morre aos 68 anos

Aquiles Priester: A trajetória coberta em entrevista à Revista FreakAquiles Priester
A trajetória coberta em entrevista à Revista Freak

WASP: A tentativa de ser levado a sério com o álbum Headless Children


Blackie Lawless: por que toda banda de rock após 1983 tem dívida com o Quiet RiotBlackie Lawless
Por que toda banda de rock após 1983 tem dívida com o Quiet Riot

Chris Holmes: Lemmy não me quis no Motörhead por minha alturaChris Holmes
"Lemmy não me quis no Motörhead por minha altura"


Heavy Metal: os 10 melhores solos de guitarra de todos os temposHeavy Metal
Os 10 melhores solos de guitarra de todos os tempos

Black Sabbath: Tony Iommi explica como tocar ParanoidBlack Sabbath
Tony Iommi explica como tocar "Paranoid"


Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

Mais informações sobre Ben Ami Scopinho

Mais matérias de Ben Ami Scopinho no Whiplash.Net.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin