Resenha - Madness To Our Method - Scavenger

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Maurício Gomes Angelo
Enviar correções  |  Ver Acessos

publicidade

Nota: 6


Boa produção e boa divulgação não são garantia de qualidade sonora. Muito menos o marketing deve ser levado á sério. Os irlandeses do Scavenger têm tudo isto á disposição para deslanchar, só falta uma coisinha básica: talento.

Vinil: quais são os dez discos mais valiosos do mundo?Halloween: dez clássicos do Heavy Metal para curtir a data

Toda banda têm algo em que se destaca, se sobressai. Seja na velocidade, na técnica, na complexidade ou no vocal, que costuma segurar muita bandinha mediana por aí.

O Scavenger faz tudo certinho, sem erros, sem surpresas, mas não têm nada, absolutamente nada que possa ser considerado um destaque. É tudo muito sem sal. Se saem quase perfeitos na execução, mas a falta de talento e a criatividade inexistente põem tudo a perder.

O vocalista está completamente perdido em sua performance, sem saber que linha adotar e através disso alcança um péssimo balanceamento entre as texturas de sua voz. E num estilo como o power metal (na verdade eles são mais pesados do que isso, ou "sharp edged power metal" como eles mesmo se definem) que exige muito da parte mais melódica e aguda da voz, Peter Dunne encontra exatamente seu ponto fraco. Não obstante nas partes mais agressivas seu desempenho é levemente mais satisfatório. Não apenas ele, como toda a banda se sai bem melhor quando trata de imprimir peso e palhetadas rápidas na música (sobressaindo sua veia thrash metal), ótimo exemplo é a última faixa "Daydreams In Dystopia", disparada a melhor do álbum. Já quando resolvem compor algo com ares de prog metal, com músicas longas e cheias de mudanças de andamento, o resultado é anos-luz aquém do que as bandas do ramo alcançam.

O guitarrista Noel Maher parece desconhecer a importância dos solos, não que eles não estejam presentes, mas quando aparecem são tão sonolentos e sem graça que passam desapercebidos, assim como o baixista Niall Cooney. E por último, para completar o infeliz time, aparece o baterista Johnny Kerr, que se fosse substituído por um robô (que groove e que identidade própria do rapaz, hein?) também não faria a menor diferença.

Nem tudo é ruim no Scavenger (vejam bem, o nome até que é legal). Dentre sua métrica perfeccionista e execução idem (sendo bonzinho obviamente) encontramos uns riffs bacanas aqui, outras passagens mais empolgantes ali, mas é só. Nem péssimo nem ótimo. Não suscita ódio nem paixão. Deveriam mudar o nome para "Indifference". É isto que você vai sentir.

Formação
Peter Dunne (Vocal)
Noel Maher (Guitarra)
Niall Cooney (Baixo)
Johnny Kerr (Bateria)

Site Oficial: www.scavenger.ie

Material Cedido Por:
Sentinel Records
http://www.sentinelrecords.com
sales@sentinelireland.com



GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Scavenger"


Vinil: quais são os dez discos mais valiosos do mundo?Vinil
Quais são os dez discos mais valiosos do mundo?

Halloween: dez clássicos do Heavy Metal para curtir a dataHalloween
Dez clássicos do Heavy Metal para curtir a data


Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

Mais matérias de Maurício Gomes Angelo no Whiplash.Net.