Resenha - Madness To Our Method - Scavenger
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 17 de novembro de 2004
Nota: 6 ![]()
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Boa produção e boa divulgação não são garantia de qualidade sonora. Muito menos o marketing deve ser levado á sério. Os irlandeses do Scavenger têm tudo isto á disposição para deslanchar, só falta uma coisinha básica: talento.

Toda banda têm algo em que se destaca, se sobressai. Seja na velocidade, na técnica, na complexidade ou no vocal, que costuma segurar muita bandinha mediana por aí.
O Scavenger faz tudo certinho, sem erros, sem surpresas, mas não têm nada, absolutamente nada que possa ser considerado um destaque. É tudo muito sem sal. Se saem quase perfeitos na execução, mas a falta de talento e a criatividade inexistente põem tudo a perder.
O vocalista está completamente perdido em sua performance, sem saber que linha adotar e através disso alcança um péssimo balanceamento entre as texturas de sua voz. E num estilo como o power metal (na verdade eles são mais pesados do que isso, ou "sharp edged power metal" como eles mesmo se definem) que exige muito da parte mais melódica e aguda da voz, Peter Dunne encontra exatamente seu ponto fraco. Não obstante nas partes mais agressivas seu desempenho é levemente mais satisfatório. Não apenas ele, como toda a banda se sai bem melhor quando trata de imprimir peso e palhetadas rápidas na música (sobressaindo sua veia thrash metal), ótimo exemplo é a última faixa "Daydreams In Dystopia", disparada a melhor do álbum. Já quando resolvem compor algo com ares de prog metal, com músicas longas e cheias de mudanças de andamento, o resultado é anos-luz aquém do que as bandas do ramo alcançam.
O guitarrista Noel Maher parece desconhecer a importância dos solos, não que eles não estejam presentes, mas quando aparecem são tão sonolentos e sem graça que passam desapercebidos, assim como o baixista Niall Cooney. E por último, para completar o infeliz time, aparece o baterista Johnny Kerr, que se fosse substituído por um robô (que groove e que identidade própria do rapaz, hein?) também não faria a menor diferença.
Nem tudo é ruim no Scavenger (vejam bem, o nome até que é legal). Dentre sua métrica perfeccionista e execução idem (sendo bonzinho obviamente) encontramos uns riffs bacanas aqui, outras passagens mais empolgantes ali, mas é só. Nem péssimo nem ótimo. Não suscita ódio nem paixão. Deveriam mudar o nome para "Indifference". É isto que você vai sentir.
Formação
Peter Dunne (Vocal)
Noel Maher (Guitarra)
Niall Cooney (Baixo)
Johnny Kerr (Bateria)
Site Oficial: www.scavenger.ie
Material Cedido Por:
Sentinel Records
http://www.sentinelrecords.com
[email protected]
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