Resenha - Clayman - In Flames

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Clóvis Eduardo
Enviar Correções  


Pode ser que você deteste In Flames, já que suas músicas estejam repletas de efeitos eletrônicos de mau gosto, mas justiça seja dada a este quinteto sueco com este ótimo disco.

publicidade

Não tenha descrédito pelo grupo que está há tanto tempo no mundo do diversificado Melodic Death Metal. O estilo é uma mescla de arranjos, com vocais leves e guturais de Anders Fridén que é um dos destaques da banda, por ter uma autonomia muito fora do comum. Você vai se sentir contagiado pelos gritos deste cara. E com muito mais qualidade já que ele se alia a um time de instrumentistas de alto nível.

publicidade

As guitarras estão com um timbre muito sujo, a maioria dos solos são curtos e diretos, porém, muito bem feitos, e a bateria contêm um peso formidável. Clayman é um dos trabalhos mais maduros que a banda já produziu até então (2000), só provando o alto potencial da banda.

Os destaques deste disco são as pancadas. Os riffs de guitarra bem agressivos de Björn Gellote e Jesper Stömblad , as batidas velozes de Daniel Svensson que se mostra um baterista bem técnico. E é claro, voltando a citar os vocais. Que da melodia depressiva ao nervosismo não demoram nem dois segundos. É o que de melhor se encontra neste cd.

publicidade

Bullet Ride, Pinball Map e Only For The Week, são aquelas faixas que já valem por todo o cd, com destaque para a última, que possui uma ambiência muito particular, ela pega logo de cara. Perceba que os efeitos nos vocais são de vez em quando utilizados com exagero, só tornando o trabalho do In Flames muito criticado pelos fãs do estilo.

A música título Clayman é um capítulo à parte. Não que ela seja a melhor do álbum, ou um destaque absoluto, mas suas notas valem a pena sua audição. Os versos declamados por Anders Fridén e os curtos solos da dupla Björn Gellote e Jesper Stömblad, dão o encaminhamento a um refrão nervoso e muito forte. A música ao vivo sofreu uma mudança, e com certeza, desagradou a muitos.

publicidade

Satellites And Astronauts é a mais comprida (5,12) e tem períodos de total viajem mental (como o título já dá uma dica). Em sussurros, o clima por segundos fica bem sombrio. Esta na verdade é a característica de outra música do cd – Square Nothing. Ainda falando em destaques, Swim, se permitem o adjetivo, é uma faixa alegre e diferente. Os riffs não tem nada de especial, mas um riff limpo sempre é bem vindo, além do mais que se confere alguns momentos de muita simplicidade técnica, e ao mesmo tempo de muito bom gosto.

publicidade

Terminando com Suburban Me e Another Day In Quicksand, convém lembrar o trabalho do baixista Peter Iwers, que além de manter a pegada da bateria, no palco é um grande agitador.
Aqueles efeitos e samples não somem por várias faixas do cd, chegam às vezes a estragar uma boa música na visão dos mais conservadores. E infelizmente, um acréscimo instrumental que o In Flames deve adorar. Clayman foi um sucesso de crítica e o In Flames tomou consciência que pode produzir excelentes discos.

publicidade

Músicas:

01. Bullet Ride
02. Pinball Map
03. Only For The Weak
04. As The Future Repeats Today
05. Square Nothing
06. Clayman
07. Satellites And Astronauts
08. Brush The Dust Away
09. Swim
10. Suburban Me
11. Another Day In Quicksand

publicidade


Outras resenhas de Clayman - In Flames

In Flames: "Clayman", a maioridade de um clássico

Resenha - Clayman - In Flames


WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin