Resenha - Far Away - Crushing Blow
Por Sílvio Costa
Postado em 05 de outubro de 2004
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A primeira impressão que passa o Crushing Blow é que eles são (ou tentam ser) mais um dos incontáveis clones do Nightwish que proliferam na cena européia desde o surgimento e sucesso do quinteto finlandês. Mas no heavy metal, assim como na vida, conclusões precipitadas raramente são acertadas, e basta dar uma ouvida mais atenta nas 10 faixas de Far Away para que se constate que esse grupo francês não tem quase nada que lembre os milhares de grupos de gothic/symphonic metal europeus, que exploram à exaustão a imagem de suas cantoras, não importando muito o quanto elas são capazes de cantar. De clone do Nightwish, portanto, o Crushing Blow tem pouco. Na verdade, apesar da presença forte de alguns elementos "modernos" em sua música, o Crushing Blow soa "old school" e não tem medo de agregar elementos que poderiam até soar datados, mas que foram retrabalhados de modo a dar ao som da banda originalidade e coesão.

O heavy metal do Crushing Blow é um emaranhado de influências que partem do próprio Nightwish e passam por grupos que investem mais em peso e acréscimo de elementos sinfônicos a sua música, como Angra e Rhapsody, embora sem a destreza dos primeiros ou a pompa dos segundos. As linhas melódicas seguem o elevado padrão estabelecido pelos maiores grupos de power metal da atualidade, o que serve apenas para comprovar a competência de Guillaume e Benjamin no comando das guitarras. A bateria poderosa e veloz de Patrick bem que poderia ser mais diversificada, mas mesmo assim o resultado final impressiona pela vontade que dá de bangear ao longo da audição do CD.
Os vocais de Audrey ficam prejudicados em virtude do fortíssimo sotaque da moça. É bom lembrar que a própria Tarja Turunen passou por dificuldades semelhantes (ainda que em menor grau) nos primórdios do Nightwish. Nada que esforço e um pouco mais de estrada não consertem. De maneira genérica, ela se aproxima mais de Kimberly Goss (Sinergy) que da própria Tarja, uma vez que sua voz tem um punch mais "heavy" e menos lírico. Distanciando-se das bandas escandinavas que apresentam mais ou menos a mesma proposta apresentada pelo Crushing Blow, a banda optou por acelerar seu heavy metal e evitar "confusões" com a cena gótica européia, já mais que saturada atualmente. Além disso, a ausência de teclados (acidental, já que a banda perdeu seu tecladista pouco antes de as gravações começarem) acaba ajudando a diferenciar o som do Crushing Blow, tornando-o mais compacto e menos floreado. A opção por um som mais direcionado para a guitarra acabou por criar temas muito intensos, como é o caso da faixa-título e da poderosíssima "Humanity".
Infelizmente, a Haunted Records, que lançou o disco por aqui e tem feito um excelente trabalho desde o início de suas atividades, vacilou com relação à arte gráfica do álbum do Crushing Blow. Aqui no Brasil o disco não foi lançado com a mesma capa européia, e o encarte não traz absolutamente nenhuma informação sobre a banda. Nem mesmo o nome dos integrantes. Pena que um trabalho tão bom tenha sido prejudicado por um detalhe tão sem importância.
Banda:
Audrey Bucci – Voz
Patrick Prunetti – Bateria
Guillaume Stamm – Guitarra
Benjamin Truelle – Guitarra
Gerald Krist - Baixo
Site Oficial: www.chez.com/crushingblow
Haunted Records: www.hauntedrecords.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O riff mais tocado na maior loja de guitarra do mundo: "Antes era Stairway to Heaven"
Bon Jovi realiza primeiro show oficial da nova turnê após quatro anos
A melhor música do Alice in Chains, na opinião de Max Cavalera
O hit com introdução mais longa da história da Legião Urbana: "Considerado chato"
Eddie Vedder toma banho de cerveja belga em eliminação americana da Copa
5 músicas de heavy metal que até quem não gosta conhece
5 músicas de heavy metal que são maiores que as próprias bandas
5 músicas de rock que tocaram tanto que o brasileiro não aguenta mais ouvir
O grupo feminino que Roger Waters despreza por considerar o fundo do poço do gosto musical
As 20 melhores músicas do metal moderno, segundo o WatchMojo
A banda "fria e arrastada" que Dave Grohl considera uma das maiores ao vivo
O maior guitarrista de todos os tempos, segundo Tony Iommi; "meu ídolo"
Erik Grönwall reflete sobre único álbum de estúdio que gravou com o Skid Row
A reclamação que deu origem ao título de um dos grandes clássicos do heavy metal
U2 lança "Street Of Dreams" e inicia nova fase com primeiro álbum inédito em nove anos
A única música do Black Sabbath a contar com vocais de Tony Iommi jamais foi tocada ao vivo
Hard Rock: As 100 maiores bandas do estilo segundo a VH1
As perguntas dos pais de Greyson Nekrutman para liberar filho para turnê com Sepultura

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos



