Resenha - Irony Is a Dead Scene - Dillinger Escape Plan & Mike Patton

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Por Raphael Crespo
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É impressionante o nível de demência que um ser humano pode atingir de posse de instrumentos musicais. E quem olha um cara como Mike Patton, ex-vocalista do Faith no More, não diz que ele é um dos que andam explorando os limites. Sujeito normal, do tipo que qualquer um pode encontrar em uma rua movimentada em qualquer hora do dia, sem aparatos visuais desnecessários, como piercings em cada centímetro do rosto, ele parece despejar todas as suas neuroses na música, e, o que é mais incrível, apenas com o uso da voz.

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Ainda em seus tempos de Faith no More, Mike Patton já levava, em paralelo, o tresloucado Mr. Bungle, cujo estilo de música inspira vários adjetivos, sendo ''estranho'' o mais adequado. Já fora da banda que lançou seu nome no meio da música, o alucinado vocalista já se envolveu em vários projetos, entre eles o pesadíssimo e igualmente insano Fantômas e o Tomahawk.

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Quando uma mente ''doente'' como a de Mike Patton se junta com outras cinco igualmente insanas, como é o caso do quinteto The Dillinger Escape Plan, o resultado só pode ser algo assustador, inquietante, claustrofóbico e psicopata.

Irony is a dead scene é o registro do encontro de Patton com os ''doentes mentais'' de Nova Jersey. Trata-se de um EP, que traz apenas quatro faixas: Hollywood squares, Pig latin, When good dogs do bad things e Come to Daddy. Impossível definir o estilo, que mistura metal extremo com grindcore, junto com percussões estranhas e batidas eletrônicas ensurdecedoras. Por mais paradoxal que possa parecer, é ruim, mas é muito bom.

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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

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