Resenha - Música Para Beber e Brigar - Matanza

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Por Raphael Crespo
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No início dos anos 90, o Raimundos tomou o Brasil de assalto com sua mistura inusitada de forró com hardcore. Sem qualquer tipo de comparação com a consagrada banda brasiliense, os cariocas do Matanza ainda militam no underground, mas com uma salada tão original quanto, mesclando country com som pesado. Em seu segundo disco, o ótimo Música Para Beber e Brigar, a banda mantém a saga iniciada no primeiro, Santa Madre Cassino.

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As faixas, tanto no instrumental quanto nas letras, refletem bem o nome do disco. São 13 músicas que falam de bebedeiras e brigas em bar, tudo muito sacana e irônico, com bastante peso nas guitarras e a bateria dando o ritmo ora country rápido, ora punk-hardcore. Algo como um show do Ratos de Porão em algum saloon do Velho Oeste americano.

A banda já abre o álbum com Pé na Porta, soco na cara, com o forte refrão "Uh, Na cara! Reto que arrebenta o nariz. Essa noite vai dormir feliz. Pé na porta e soco na cara!". Na sequência, o que se ouve é uma sequência de grosserias, com histórias engraçadíssimas de bebedeiras e pancadarias em bares, algo totalmente descompromissado, com o puro e simples intuito de divertir.

A produção de Rafael "Ex-Baba Cósmica/Descobridor de Talentos" Ramos é excelente e o peso nas guitarras é invejável. O tratamento dado pela Deck Disc é de primeira, com faixa interativa, com o clipe da primeira música, e um belo encarte. Um trabalho sério de quatro caras - Jimmy (voz e gaita), Donida (guitarra), China (baixo) e Fausto (bateria) - que certamente não se levam a sério. Felizmente.




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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

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