Resenha - Once - Nightwish

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Por Fernando De Santis
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Nota: 10

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Em 2002, quando o Nightwish passava pelo Brasil, o que mais comentavam era a possível saída da vocalista Tarja Turunen do grupo. Revistas especializadas mais pareciam revistas de fofocas, enquanto a banda insistia em dizer que eles fariam apenas um hiato natural de dois anos, mas que voltariam com um disco novo em 2004. Dito e feito! A espera foi grande, Tarja continuou na banda finlandesa de maior sucesso atualmente e Tuomas, nesse período, teve tempo para preparar talvez o melhor álbum do Nightwish.
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Contando com a formação do disco anterior, Tarja Turunen (vocal), Tuomas Holopainen (teclado e piano), Marco Hietala (baixo e vocal), Jukka Nevalainen (bateria) e Emppu Vuorinen (guitarra), “Once” apresenta aos fãs 12 faixas recheadas com riffs ultrapesados, orquestra, vozes em coro e todos os demais elementos que dão a esse álbum, uma cara de trilha sonora de filme da Disney em versão heavy metal. Desde “Century Child”, Tarja já não canta mais com o vocal soprano em 100% do tempo, em muitos momentos ela deixa essa característica que a marcou e canta com a voz mais “cristalina”. “Dark Chest Of Wonders” é a faixa de abertura, que já chega derrubando tudo com um riff introdutório avassalador e com todos os elementos citados agora a pouco. “Wish I Had An Angel” lembra a construção da “Dead To The World”, do disco anterior, com introdução vocal e com participação de Marco nos vocais. Aliás, depois que Marco entrou para o time, as composições com vocal masculino ganharam mais qualidade e o som do Nightwish ficou mais heavy.

“Nemo”, uma balada pesadinha (existe isso?), é o primeiro single de “Once” e tem aquela cara mais comercial, justamente por ser a música de trabalho que, aliás, está estourada em todas as rádios e na MTV. “Planet Hell”, “Romanticide” e “Dead Gardens”, são três composições bem pesadas, que cairão facilmente no gosto dos fãs. “Creek Mary’s Blood” e “Higher Than Hope” são as tradicionais baladas que sempre estão presentes nos trabalhos do Nightwish. Os destaques ficam por conta de “Siren”, onde Tarja dá um show de versatilidade, lembrando bem vocais femininos do Oriente Médio, a balada em finlandês “Kuolema Tekee Taiteitijan”, que tem um solo de cello de emocionar e principalmente a épica, “Ghost Love Score”, que é sem sombra de dúvidas o ápice do disco. Dez minutos cravados no relógio de mais uma obra-prima de Tuomas. É meio que difícil de explicar com palavras, mas foi feito um clima de filme épico, com vozes em coro, orquestra, pausas, solos melódicos, mais um show de Tarja com vocal super versátil... é aquela composição que você tem que escutar várias vezes, com o fone de ouvido para poder captar a maioria dos detalhes.

Com cinco álbuns ‘full’ lançados, os finlandeses do Nightwish já deixaram de ser uma revelação no cenário, estão cada vez mais maduros, afinados, a cada trabalho a qualidade aumenta e já estão beirando a perfeição. “Once” é aquisição obrigatória.

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Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

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