Resenha - Nu-tech Cyber Sorcery - Psionic
Por Sílvio Costa
Postado em 30 de junho de 2004
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Misturar música pesada com pop não parece dar muito certo. É o caso deste trio norte-americano, eles afirmam praticar um tal de "cyber metal", que, na falta de uma referência mais adequada, pode ser descrito como algo entre o Convenant e a fase mais nova do Theatre of Tragedy, com alguns toques de música mais pop (leia-se: "dance music" e coisas assim) mas sem se aproximar muito de nenhum dos dois. O Psionic soube ser criativo e utilizar de elementos externos ao heavy metal para fazer a sua música sem que isto soasse apelativo ou descambasse de vez para o pop.

O conteúdo das letras reflete bem o que a banda pretende transmitir com seu som absolutamente irrotulável. O maior exemplo do que estou falando é a faixa-título. Parece que há uma certa resistência à "modernidade" que tira a alma de tudo. Nesses tempos em que é mais importante ganhar disco de ouro que fazer um trabalho duradouro, o Psionic procura expressar a perplexidade com a realidade tecnológica de modo criativo, criando uma certa ambiguidade neste sentido, já que a sonoridade da banda é guiada por elementos tecnológicos, como o uso de percussão eletrônica e samplers.
O disco apresenta bons momentos, como a já citada faixa-título, mas peca pelo excesso de confiança no aspecto inovador do estilo. É esse excesso de confiança que dá origens a faixas como "Remember the Future", que chega a ultrapassar todos os limites do suportável em termos de dance music (pode perfeitamente tocar em uma rave. Ninguém vai achar esquisito). Mas logo em seguida a banda se recupera com pesada "Serpentine Frequencies", ou com o ambiente sombrio criado pelos teclados de "Deleted Souls". Os títulos das músicas, aliás, dão uma valiosa pista sobre o estilo da banda, mas talvez as boas idéias tenham se perdido em meio a tanta parafernália tecnológica e o abuso de alguns elementos (como a bateria eletrônica) contribuem para tornar este disco difícil de ser ouvido e, principalmente, compreendido.
É um trabalho inovador, sem dúvida. Apesar disso, tenho seríssimas dúvidas quanto ao futuro do Psionic como banda. O estilo por eles abraçado tende ao desgaste rápido. É preciso ter a mente muito aberta para gostar disso aqui. Quem gostou do Deathstars não vai achar muito estranho o som deste disco. Mas quem acha que metal de verdade deve ter guitarras em profusão, nada de teclados e nada de pula-pula deve passar bem longe deste "Nu-tech Cyber Sorcery".
Line-up:
Mr. Sinister - Voz e guitarra
Dr. Chaos - Baixo e teclados
Mikeonis - Teclados
Contatos:
[email protected]
http://www.psionic.info
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rock in Rio anuncia lineup dos palcos principais nas duas noites voltadas ao rock
A música que Angus Young diz resumir o AC/DC; "a gente estava ralando, fazendo turnê demais"
Andi Deris entende ser o momento certo para o Helloween lançar um novo "Keepers"
As 10 melhores bandas de thrash metal de todos os tempos, segundo o Loudwire
O cantor que Brian Johnson do AC/DC acha a voz bonita demais para competir: "Não é justo"
Com câncer raro e agressivo, Ginger Wildheart anuncia que não fará tratamento
Quando Frank Zappa interrompeu um show para elogiar um músico; "Nada mal, garoto"
Pela primeira vez, Dave Grohl fala abertamente sobre morte de Taylor Hawkins
A melhor música de "No Prayer for the Dying", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
A reação de Lemmy Kilmister quando gravadora sugeriu que Motörhead gravasse um rap
Sepultura não tocará seus maiores clássicos no show do Rock in Rio
Gary Holt explica por que o thrash metal está mais forte do que nunca
Guns N' Roses anuncia show abrindo fim de semana da Fórmula 1 em Miami
Assista o trailer de "Burning Ambition", documentário oficial do Iron Maiden
A opinião de John Petrucci sobre "Live After Death", clássico do Iron Maiden
A música que o Rush não queria gravar e se tornou uma das mais famosas; "mudou nossas vidas"
Como opinião de Lobão sobre Chico Buarque mudou ao longo dos últimos anos
A curiosa história da última foto de Axl e Slash num show do Guns N' Roses em 23 anos


"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Virgo um dos álbuns mais importantes da carreira de Andre Matos
Em "Attitude Adjustment", Buzzcocks segue firme como referência de punk rock com melodia



