Resenha - Exordium - After Forever

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Por Sílvio Costa
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Cercado de muita expectativa, este mini-CD do After Forever não decepciona aqueles que se acostumaram a sempre esperar muita qualidade técnica e só vem atestar a maturidade da banda e dos músicos. De cara, duas mudanças significativas. Em primeiro lugar, o processo de composição ficou mais "democrático", envolvendo todos os músicos da banda. Além disso, a saída de Mark Jansen, por outro lado, não prejudicou a sonoridade da banda.

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O After Forever fez um disco menos calcado no gótico e, mesmo explorando sonoridades comuns aos seus dois álbuns anteriores, este Exordium traz como principal diferencial o acréscimo de peso e a diminuição das intervenções da orquestra - comuns nos dois discos anteriores.

As duas primeiras faixas são unidas, sendo que "Line of Thoughts" serve de introdução instrumental para a bela "Beneath". A interpretação de Floor Jansen continua soberba, embora ela tenha abandonado um pouco a postura "rocker" do último álbum (Decipher, de 2002), em nome de explorar mais o seu lado "soprano". Em seguida, uma faixa mais lenta, "My Choice", cujo video clipe se encontra no DVD que vem como bônus. É uma bela balada, bem heavy, com um grande trabalho do tecladista Lando Van Gils e, claro, de Floor Jansen. Na seqüência, vem uma faixa com aquelas características que eu, pessoalmente, mais aprecio no After Forever: velocidade e vocais guturais (a cargo do guitarrista Samder Gommans). "Glorifying Means" tem tudo aquilo que é mais típico no After Forever: guitarras pesadas e melódicas, vocalizações grandiosas por parte de Floor Jansen e uma letra muito inteligente.

Mas a melhor de todas as surpresas vem em seguida. Trata-se de "The Evil that Men Do". Que esta é uma das mais difíceis e belas canções do Maiden ninguém duvida. Mas eu duvidei que ela ficaria legal com teclados, vocal feminino e atmosfera gótica. Ficou impressionante. Só ouvindo para crer.

Este mini disco é a maior prova de que o After Forever deixou de ser uma promessa há muito tempo. É uma grande banda, com músicos talentosos e uma vocalista que não se contenta apenas em fazer belas poses para fotos. Agora é só aguardar o álbum "de verdade".


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Sobre Sílvio Costa

Formado em Direito e tentando novos caminhos agora no curso de História, Sílvio Costa é fanzineiro desde 1994. Começou a colaborar com o Whiplash postando reviews como usuário, mas com o tempo foi tomando gosto por escrever e espera um dia aprender como se faz isso. Já colaborou com algumas revistas e sites especializados em rock e heavy metal, mas tem o Whiplash no coração (sem demagogia, mas quem sabe assim o JPA me manda mais promos...). Amante de heavy metal há 15 anos, gosta de ser qualificado como eclético, mesmo que isto signifique ter que ouvir um pouco de Poison para diminuir o zumbido no ouvido depois de altas doses de metal extremo.

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