Resenha - In Defiance of Existence - Old Man's Child
Por Bruno Coelho
Postado em 24 de março de 2004
Já quase três anos após o lançamento do absurdamente aclamado (pelo menos no exterior) e bem sucedido Revelation 666 - The Curse of Damnation, no começo de 2000, foi lançado este outro deleite audio/sado-masoquista desta que é uma das principais expoentes do Black Metal Sinfônico escandinavo. Ainda assim, uma vez que você sentir as notas demoníacas e blasfemas do quinto álbum do Old Man´s Child, In Defiance of Existence, você concordará que muitas delas justificam a espera. Que capa!

Neste meio tempo, Galder (o cabeça da banda) manteve-se ocupado com as guitarras daquela que é considerada uma banda-irmã do Old Man´s Child, o Dimmu Borgir, que o cantratou após o lançamento do Revelation 666. Impressionados com sua qualidade técnica e de compositor, o Dimmu Borgir efetivou-o durante sua turnê mundial e foi nessa tour que Galder conheceu a máquina de rufar Nicholas Barker (Dimmu Borgir, Lock-up, ex- Cradle of Filth... só pra mencionar algumas). Os dois trabalharam tão bem juntos que Nicholas concordou em tornar-se parte do Old Man´s Child, uma banda que naquele ponto já estava saturada de procurar bateristas capazes de tocar suas músicas estupidamente velozes e ainda assim ter o groove nescessário. Que capa!
Sendo um grande amigo de Galder, Jardar juntou-se à banda novamente para realizar este álbum. Com a banda reformada, os três gravaram e produziram este álbum no já mais que conhecido Studio Fredman (por onde In Flames, Arch Enemy, At the Gates e Dimmu Borgir já haviam passado) obtendo um álbum técnicamente perfeito. Vou repetir isso porque alguém pode achar que é brincadeira e que até hoje as bandas de Death ou Black só gravam em estúdios toscos e não alcançam sonoridade melhor do que a de um vinil da década de 40: perfeita gravação e produção, absurdamente perfeita mesmo é a mixagem... que diabos é isso? Tudo claro, nítido e afiado como uma lâmina de barbear. Sim, vamos seguir em frente com o tom profissional previamente adotado... Que capa!
Este novo trabalho que transpira e exala Black Metal Sinfônico, com doses de brutalidade acentuadas ao nível da extrema estupidez deliberada, foi produzido pelo próprio Galder e mixado pelo já renomado Frederik Nordstrom (como disse antes, perfeita mixagem proporcionando espessura e profundidade a todos instrumentos). Gus G, guitarrista do Dream Evil e do Firewind, ainda adiciona solos em "Felonies of The Christian Art" e "Life Deprived" para completar o impacto desta obra de sangue e fúria. Que capa!
Resumo da ópera:
1 - Gosta de Dimmu Borgir? Então já tem esse disco. Não tem??? Compra! Não gostou? Então não gosta de Dimmu porra nenhuma!
2 - Que capa linda!
3 - Perfeito? Não é não... mas dá pra passar uma
semana sem tirar do cd player tranquilamente.
4 - Que capa fudida!
5 - Falhas? Bom... se levarmos em consideração que o careca Galder canta, toca guitarra, violão, baixo e teclados no álbum alguma coisa tinha que sair meio prejudicada. Os teclados não possuem a aura brilhante da bateria e da guitarra. O baixo a gente não comenta porque é só base, nada de estripulias, simplesmente coerente e competente.
6 - CARALHO! Que capa louca!
7 - Destaque absoluto para as duas faixas já citadas e a ABSURDA The Underworld Domains - forte candidata ao título de melhor obra brutal-sinfônica da história. AH! Quase esqueço: Destaque também para a capa do australiano Shannon Hourigan!
8 - Que capa! Que capa! Que capa!
Grande disco! Grande... capa!
Nota: 9,0 pro disco e 10,0 pra capa!
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