Resenha - Sun Red Sun - Sun Red Sun

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Por Jeferson Alan Barbosa
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Já faz algum tempo que existem aqueles projetos que reúnem músicos convidados, como também existem dúvidas sobre o que vamos encontrar quando nos deparamos com um.

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Ocorre que na maioria das vezes, o músico responsável pelo projeto geralmente compões canções sobre um tema que lhe agrade, e o que não significa que os demais músicos convidados têm que compartilhar do mesmo gosto sobre o tema, fazendo com que os resultados sejam as vezes decepcionantes.

Ouvindo a este SUN RED SUN, que nada mais é do que um projeto do guitarrista AI Romano, sem um tema especial definido, podemos dizer que a escolha dos músicos foi de alto nível, pois entre os convidados temos Mr. Ray Gillen, seguido de Mike Starr (Alice in Chains) e Bobby Rondinelli (Rondinelli, Rainbow, Black Sabbath), entre outros.

Vale lembrar que a maior parte das composições foram feitas por Joey Belladonna, AI Romano e John Mc'coy, que, na época, seriam a base da banda Belladonna, (de Joey, demitido do Anthrax na época) e que seriam gravadas no 1° disco solo do vocalista, fato que não ocorreu.

John Mc'coy, para quem não se lembra, é aquele careca gordo e barbudo que fez parte da banda de lan Gillan nos anos 80, juntando-se mais tarde à banda Mammoth.

O CD marca também o reencontro dos músicos Ray Gillen e Bobby Rondinelli, que haviam tocado juntos na banda Rondinelli (ver resenha neste site).

Aliás, confesso que as músicas onde participam Gillen e Rondinelli são as melhores do álbum, já que as demais, apesar da qualidade dos músicos parecem mesmo com aquilo que chamamos "restos de estúdio".

O CD abre com o ritmo pesado de Hard-Life , uma tremenda pancada, que mostra que Joey Belladonna estava bem intencionado quando compôs as músicas para lançamento do seu 1° CD solo.

Outrageous vem com um ritmo mais cadenciado e também pesadão além das ótimas manobras vocais de Ray, que apesar de demonstrar nas fotos do encarte do CD já estar nitidamente debilitado pela doença que fez com que o mesmo viesse a falecer algum tempo depois, ainda demonstra extrema competência como vocalista.

Lock me up lembra muito os trabalhos de Joey no Anthrax e vai agradar em cheio ao fãs de Anthrax.

Com certeza se encaixaria perfeitamente em qualquer cd banda se Joey Belladonna lá ainda estivesse.

Já imaginaram como seria o Anthrax com Ray Gillen nos vocais ? ai está uma oportunidade única para conferirmos, e olha que ficou bacana!

I Know a Place é a última a ser cantada por Ray sendo uma composição de Jonh Mc'coy, com uma introdução de baixo característica do mesmo, lembrando muito os trabalhos em que participou na banda do grande lan Gillan.

Na música Responsible temos a participação de Chris Caffery (Savatage) e de Jonh West (Artension, e atual Royal Hunt), que na época, não cantava metade do canta hoje, o que se ouve a partir dessa música é um CD sem a mínima inspiração.

Big Misunderstanding deixa muito a desejar, e onde AI Romano comete seu primeiro erro ao tentar cantar, mostrando que deveria se preocupar somente em tocar guitarra, o cara lembra uma cópia mal feita de Vince Neil do Motley Crue.

Deadly Nightshade nos dá a impressão que o cd vai pegar pique novamente pois é a melhorzinha das músicas sem Ray nos vocais, mas isso infelizmente não acontece.

Intoxication tem momentos que lembram um pouco o estilo Trash , mas o refrão cansa, sendo pegajoso e cansativo, fraquinha, fraquinha !

Quem tem a curiosidade de ouvir Ray Gillen cantando em uma banda com o estilo mais direcionado ao Heavy Metal e que o aprecia como vocalista, não perca tempo, compre! Pois trata-se de um item de colecionador, sendo que as 04 primeiras músicas valem o CD, as demais são totalmente dispensáveis!




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Sobre Jeferson Alan Barbosa

Comecei a ouvir Rock aos 12 anos, no inicio dos anos 80, meu primeiro disco foi "PETER FRAMPTON Special" mas foi através do extinto programa "Som Pop" exibido pela TV Cultura que passei a conhecer aquelas que seriam as minhas bandas preferidas, KISS e IRON MAIDEN. Como não tinha dinheiro, a única solução era pedir discos emprestados aos amigos, sendo que os primeiros foram: Fireball e Made In Europe (DEEP PURPLE), Saint n' Sinners (WHITESNAKE), Heaven and Hell (BLACK SABBATH), Iron Maiden (IRON MAIDEN) e Killers (KISS). Possuo um vasto acervo pessoal que incluem fotos, pôsteres e reportagens de muitas bandas, sendo o maior deles o da banda KISS. Assisti a inúmeros shows mas, destaco entre eles como sendo os de maior importância, as duas primeiras edições do Rock in Rio (85 e 91), onde assisti o melhor show da minha vida, o JUDAS PRIEST na tour do disco "Painkiller".

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