Resenha - Christmas Album - Jethro Tull
Por Tiago Lucas Garcia
Postado em 25 de novembro de 2003
Bonecos de neve, muito frio, pinheiros enormes cheio de luzes coloridas, contos de Charles Dickens, Panetone...
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Bem, exceto pelos Panetones nada disso lembra o Natal por aqui, porém podemos esquecer tudo isso escutando este novo álbum do Jethro Tull, constituído apenas por musicas relacionadas com o nascimento do bebe Jesus (para aqueles que ainda não se lembraram, se trata daquela época no final do ano que você pode "torrar" todo seu dinheiro na "Galeria do Rock" sem adquirir peso na consciência).
The Jethro Tull´s Christmas Álbum não é constituído apenas de canções inéditas. Apesar disto todas as faixas antigas foram re-arranjadas, o que garante o interesse neste álbum mesmo para aqueles que ainda não se consideram "tullheads".
Como o espírito de Natal se apoderou de mim enquanto escrevia este review irei descrever algo das 16 faixas que fazem parte deste play:
Bithday Card At Christmas: De musica de Natal esta só tem a letra (que é bem curiosa). A faixa (inédita) é um rock tipicamente "tulliano".
Holly Gerald: Esta sim é uma típica faixa de Natal. Duas melodias compõem esta faixa instrumental, a primeira, "The Holly And The Ivy" é tradicional (da Inglaterra, creio) e a segunda "The Herald Angels Sing" é de autoria do compositor Felix Mendelssohn (com certeza você já deve ter ouvido a melodia em algum filme).
A Christmas Song: Esta faixa aparece em sua versão original no álbum "Living In The Past". A nova versão ficou muito parecida com a antiga, ou seja, também excelente.
Another Christmas Song: A "outra canção de Natal" tem sua versão original apresentado no play "Rock Island". Este som não é muito conhecido mesmo entre os fãs, assim mesmo (talvez devido a isso) sempre gostei muito desse som. A nova versão adicionou uns "sinos" que ficaram interessantes.
God Rest Ye Merry Gentleman: Outra faixa de origem tradicional. Ian Anderson tocava esta melodia em seus solos de flauta (como aparece no álbum ao vivo "Bursting Out"). Esta versão adquiriu uma levada jazzística.
Jack Frost And the Hooded Crow: Esta faixa foi lançada em sua versão original no álbum de comemoração de 20 anos da banda. Para quem não sabe "Jack Frost" é o boneco de neve que nos vemos nos filmes de Natal e "Hooded Crow" é uma espécie de corvo encontrada na Escócia e Irlanda.
Last Man At The Party: Mais uma 100% original. Influenciado pela temática natalina o Tull resgata a sonoridade folclórica da trinca formada pelos álbuns: "Songs From The Wood", "Heavy Horses", "Minstrel In The Gallery".
Weathercock: Original do play "Heavy Horses" esta regravação não acrescentou grande coisa, tambem nem precisava.Uma das minhas faixas favoritas do Tull.
Pavane: Dança composta pelo compositor francês Gabriel Fauré. Aparece pela primeira vez neste álbum.
First Snow On Brooklyn: Composta por Anderson especialmente para este álbum, "First Snow On Brooklyn" utiliza o mesmo quarteto de cordas do álbum solo de Ian, "Rupi´s Dance". A faixa poderia tranqüilamente aparecer em "Rupi´s".
Greensleeved: Baseada na famosa peça renascentista "Greensleeves", esta versão do Tull adota uma sonoridade encontrada nos álbuns solos do guitarrista Martin Barre.
Fire At Midnight: Retirada do álbum "Songs From The Wood" esta versão segue o caminho das outras e não muda muita coisa, com exceção das modificações trazidas naturalmente pelo tempo.
We Five Kings: Faixa intrumental composta pelo Reverendo J. Hopkins.
Ring Out Solstice Bells: Outra faixa retirada do "Songs From The Wood". Mais uma das minhas favoritas do Tull. O grande trunfo destas versões é relembrar aos antigos fãs destes "clássicos" esquecidos, ao mesmo tempo em que as mostra aos novos através de uma roupagem mais moderna (com o padrão Tull de qualidade).
Bourée: Nova versão da dança de J.S.Bach que apareceu pela primeira vez em "Stand Up". O começo desta nova versão segue a partitura de Bach para somente depois tocá-la da forma que ficou imortalizada pelos fãs de Tull
A Winter Snowscape: Versão do Tull para música que aparece no ultimo álbum do guitarrista Martin Barre ("Stage Left"). O que a diferencia da versão encontrada no álbum de Barre é a participação de Ian Anderson na flauta (o que não é pouca coisa).
Pois é, achei ótimo esse álbum. Devo adverti-los, no entanto, que minha opinião sobre Tull não é deveras confiável. Sou motivado pela extrema simpatia que adquiri por esta banda.Vale lembrar: ouça com os próprios ouvidos, assim como o escritor de reviews escreve com os próprios dedos!
P.S: Os últimos álbuns do Tull e de Ian Anderson lançados em versão nacional demoraram um tempão para sair, mas ao menos saíram. Eu temo que isto não aconteça com este. Quem quiser mandar um e-mail pedindo para que alguma gravadora nacional lance este e o novo álbum do Ian Anderson por aqui, estará fazendo uma boa ação que ira agradar ao "bom velhinho".
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