Matérias Mais Lidas

imagemRegis Tadeu explica porque Sandy não deve cantar músicas do Metallica

imagemO dia que Ivete Sangalo arrasou cantando Slayer com João Gordo na TV aberta

imagemA hilária crítica de Roberto Frejat contra fala cheia de "pretensão" do Bon Jovi

imagemOs curiosos dois significados da expressão "Eu quero ver o oco", segundo Digão

imagemO impagável apelido que Andre Matos deu a Luis Mariutti por sua pontualidade

imagemO Metallica não tem mais o que provar, muito menos algo novo para oferecer

imagemGuitarrista Brian Ray conta como é ter Paul McCartney como patrão

imagemOs Raimundos traíram os Titãs? Sérgio Britto comenta e conta a versão dele

imagemAndreas Kisser opina sobre a reunião do Pantera, que começou nesse sábado

imagemNoel Gallagher relembra o dia em que foi ao show de uma banda cover de Oasis

imagemAngra: Luis Mariutti conta sobre atritos entre Andre Matos e Rafael Bittencourt

imagemRobert Plant confessa de qual música o Led Zeppelin tirou "Gallows Pole"

imagemO hit do Blind Guardian inspirado em história que deixou banda de queixo caído

imagemO surpreendente disco que Tom Morello considera um dos melhores de todos os tempos

imagemPaul Stanley, do Kiss, fala sobre os shows da reunião do Pantera


Summer Breeze
Samael Hypocrisy

Resenha - Fragile - Yes

Por Raul Branco
Postado em 21 de janeiro de 2001

Um dos mais elogiados grupos do rock progressivo escreveu em definitivo seu nome no cenário mundial com um álbum de 1972, intitulado simplesmente "Fragile". Com produção do lendário Eddie Offord e capa de Roger Dean (que daria início a uma longa parceria e passaria a ser uma das marcas registradas do Yes desde então), o disco trazia ao todo nove faixas: quatro músicas desenvolvidas pelo grupo e as cinco restantes por cada um de seus integrantes, onde sua individualidade era explorada em benefício do todo.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A primeira faixa, "Roundabout" (que, lançada em compacto em versão reduzida, tornou-se o grande hit de "Fragile"), principiava por uma nota soando, imperceptível a princípio, e terminando não por um estrondoso acorde, como seria esperado, mas por um suave harmônico no violão de Howe. Seu arsenal de guitarras, violões, pedal steels (e o que mais você imaginar que tenha cordas), os diversos teclados de Rick Wakeman, o timbre agudo do baixo Rickenbacker de Squire (que acabou tornando o instrumento mundialmente conhecido e um must entre todos os baixistas do gênero), a bateria explorada como se fossem peças independentes de percussão por Bill Bruford e o vocal peculiarmente alto de Jon Anderson reinariam absolutos na cena progressiva nos anos seguintes e ditariam padrões para os grupos que surgiriam naqueles dias. "Roundabout" tem tudo isso numa composição de rara felicidade, onde letra, melodia e arranjo se completam. Os versos "I’ll be the round about/The world will make you out ‘n’ out/You change the day your way..." seriam cantados nos palcos de todo o mundo quase como um hino pelos fãs.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A segunda faixa, "Cans and Brahms" é a primeira das "idéias individuais, pessoalmente arranjadas e organizadas", como anunciava o encarte do disco. Na verdade não passa de um exercício de Wakeman sobre extratos do terceiro movimento da Quarta Sinfonia em Mi menor, do compositor erudito alemão Johannes Brahms, onde se utiliza, com maior destaque, do piano elétrico e do órgão. Dando continuidade à idéia de cada componente compor, arranjar e interpretar uma peça, ouvimos Jon Anderson se desdobrar nos vocais, inclusive eletronicamente modificados, em "We Have Heaven".

Ao fechar-se a porta (literalmente, em termos de áudio) e ouvirmos um cavalo trotando ao som do vento que anuncia uma tempestade, surge "South Side Of The Sky", com o grupo desenvolvendo o tema da peça por três vezes, onde a guitarra de Howe sobressai-se ao som da banda, em frases pequenas e gritantes. A banda pára, permitindo destacar-se apenas o piano de Wakeman em uma linda passagem, que conduz à outra (como convém a uma música dita progressiva), onde os vocais de Anderson, Howe e Squire traduzem uma imensa sensação de tranqüilidade, até morrerem no som do piano e preparar a volta ao tema central, forte e angustiante.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Para recomeçar, uma idéia de Brufford que dura somente 33 segundos, onde o ritmo sobrepõe-se aos outros elementos (melodia e harmonia). As cordas de Howe criam uma linha alegre e meio jazzística e preparam outro momento brilhante do grupo, em "Long Distant Runaround". Imperceptivelmente ela se liga ao momento de Chris Squire no disco, "The Fish (Shindleria Prematurus)". Ao contrário de músicas solos de baixistas, Squire utiliza os diversos baixos, vocais e percussões para gerar uma massa sonora que se assemelha ao som do Yes completo. Aí se tem uma real noção de sua importância na música e no timbre do Yes.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Chegamos a um ponto em que temos que dar uma pausa, pois a próxima peça (e a última das experiências individuais) é nada mais, nada menos que "Mood For A Day". Esta pequena jóia para violão, uma obra-prima de 2 minutos e 55 segundos, serviu de teste para violonistas e guitarristas por todo o planeta. Sua singeleza, suavidade e beleza, executada por Steve Howe com uma musicalidade extrema, deveria servir de bíblia para muitos guitarristas que acreditam que disparar qualquer nota com muita velocidade é saber tocar.

O álbum fecha com "Heart Of The Sunrise": analisar essa música é dissecar a própria essência do som do Yes. O tema inicial, criado a partir de uma escala de Lá menor, vigoroso e ao mesmo tempo reflexivo, é executado com uma velocidade e precisão atordoantes, e irá nos levar ao vocal de Anderson, que chega a soar diferente e distante, tamanha a suavidade que ele empresta à interpretação. Os temas vão e vem, permitindo que todos os músicos se destaquem e mostrem seu imenso talento. E embora se fale muito em Howe, Squire, Anderson e Wakeman, apure seus ouvidos nesta faixa para o trabalho de Brufford.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

A porta se abre e o tema de "We Have Heaven" é repetido até suas notas morrerem ao longe e nascer, assim, a vontade de se voltar à primeira faixa e ouvir tudo de novo.

Não é exatamente isso que acaba fazendo de um disco um clássico?


Outras resenhas de Fragile - Yes

Resenha - Fragile - Yes

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Siga Whiplash.Net: Facebook | Instagram | Twitter | YouTube

Receba as novidades do Whiplash.Net por WhatsApp


Stamp


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Steve Howe conta que só agora o Yes toca "Close to the Edge" como ela foi escrita

Yes: as dez melhores performances de Chris Squire

1978: 70 discos de rock e metal lançados há 40 anos

Rolling Stone: as melhores músicas com mais de sete minutos

Heavy Metal: os maiores álbuns da história para os gregos

Bruce Dickinson: ele revela os três vocalistas que nunca vai conseguir superar


Sobre Raul Branco

Colaborador sem descrição cadastrada.

Mais matérias de Raul Branco.