Resenha - Rupi's Dance - Ian Anderson
Por Tiago Lucas Garcia
Postado em 24 de outubro de 2003
Felinos de diversos aspectos, assistir CNN, se perder nas multidões, falta de aptidão com a matemática, tocar em frente de "pingüins" (membros de orquestras)...

Este é o cenário que nos é apresentado neste novo álbum de Ian Anderson. Rupi’s Dance é genialmente simples, ou se preferem, simplesmente genial. O álbum soa como um testemunho da vida cotidiana de Anderson. As musicas soam leves, não como a leveza artificial de uma música comercial, mas uma leveza quase espiritual. As qualidades deste álbum não se apresentam para agradar nossos cérebros "regressivos".
Desta feita Mr. Anderson não contou em larga escala com o apoio de seu comparsa Andrew Giddings. Contratou um quarteto de cordas húngaro e mais alguns ilustres desconhecidos (ao menos para mim), que fizeram um ótimo trabalho, e como sempre tocou uma penca de instrumentos. A sonoridade de Rupi's Dance não difere muito de Secret Language Of Birds (penúltimo álbum de Ian), mas na opinião deste cúmplice que vos escreve Rupi's esta ainda melhor. As influências de musica celta, renascentistas e de rock estão presentes, mas estão todas diluídas na flauta mágica de Anderson, tornando a sonoridade do álbum original como sempre.
É impossível tornar-se fã de Anderson ouvindo este álbum.(isto é muito claro para os fanáticos). Porém, é muito possível tornar-se um cúmplice de sua simples genialidade. Percebo claramente com "Rupi´s" que a razão do Tull ser uma das minhas bandas favoritas não é somente os grandes arranjos de Passion Play, o peso de Aqualung, ou a precisão de "Thick as a Brick". Tem algo nas composições de Anderson que transcende isso tudo.
Demorei um bocado para escrever este review, pois achava que deveria escrever algo mais elaborado, uma descrição minuciosa de todas as faixas talvez. Mas mudei de idéia, melhor deixar isto simples, como é o álbum...
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