Resenha - Poets And Madmen - Savatage
Por Gustavo Dias
Postado em 04 de setembro de 2003
Nota: 8 ![]()
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Último disco lançado por esta veterana banda norte-americana, a qual continua nos brindando com ótimos lançamentos, não importando as constantes mudanças de formação. Felizmente, isto não parece ser um empecilho para a banda manter a coesão de seu trabalho. Desta vez, foi-se o vocalista Zak Stevens e volta a assumir o posto Jon Oliva. Com certeza, a idade, a vida de excessos intrínseca ao rock n´ roll, a morte de seu irmão e o considerável ganho de peso não estragaram a voz de Oliva, que continua potente, bem postada e bastante interpretativa. Isto é importante, pois ajuda a dar identidade às músicas e nos faz adentrar no conceito da história que jaz por trás das canções do álbum. Sim, trata-se de mais um trabalho conceitual, a exemplo do antecessor "The Wake Of Magellan", de 1996.

Agora a história é sobre três adolescentes curiosos que resolvem entrar, inadvertidamente, em um velho casarão gótico nas proximidades de uma estrada, o qual fora no início do século XX um manicômio, hoje abandonado. Lá encontram um velho habitante do lugar, louco, mas não hostil a eles, e a história se desenrola a partir daí nas 11 faixas do álbum. Toda a técnica e a dramaticidade do Savatage estão presentes, com elementos clássicos misturados a vertentes várias do bom rock. O som é trabalhado, bem-elaborado e agradavelmente melodioso na maior parte do tempo, sem jamais perder o peso e o "punch" das guitarras. Dentro deste panorama, merecem destaque as "sabbáticas" "There In The Silence" e "I Seek Power", a setentista "Drive", "Comissar" (ligue-se nos coros do início da música!), as belas e revoltadas "The Rumor" e "Man In The Mirror" e a longuíssima (10 minutos) "Morphine Child". Nesta última, atente para a sua parte final, quando até quatro frases vocais se interpõem simultaneamente, criando um grande efeito musical. Os teclados de Oliva estão irrepreensíveis em todas as faixas.
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