Resenha - Desert Land - Narnia
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 15 de setembro de 2003
Nota: 8 ![]()
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Confesso: depois de ouvir algumas músicas (não os cds completos) dos álbuns "Awakening" e "Long Live The King", eu fiquei com um certo "ranço" com o Narnia, achava que a banda não era isso tudo que diziam. Pura ilusão.

Meu "ranço" foi embora por completo logo na audição das duas primeiras músicas de "Desert Land". Abandonando um pouco os neo-classicismos dos álbuns anteriores e adotando uma veia mais agressiva e independente, o Narnia acertou em cheio neste trabalho.

"Inner Sanctum" (que refrão!) e "The Witch and The Lion" não deixam pedra sobre pedra. Tudo soa mais pesado, agressivo e direto.
Christian Liljegren parte claramente para uma entonação mais grave e Carl Johan Grimmark (pomposo, o rapaz...) abandona um pouco as levadas hard rock melódicas a là Malmsteen e brinda nossos ouvidos com interpretações metálicas de peso.
Quando a banda diminui o ritmo e aposta em faixas mais cadenciadas (e levemente mais melódicas), o resultado não é tão bom. Mas muito longe de ser ruim, "Falling From The Throne" e "Revolution of Mother Earth" representam esta parte.
Na instrumental "The Light At The End Of The Tunnel", Carl Johan Grimmark (para quem não o conhece, seu posto entre os melhores da atualidade está garantido) não me deixa falar um "a" em relação a ele. Se bem que no estado embasbacante em que fiquei, não iria conseguir mesmo.

"Angels Are Crying" reforça a qualidade e facilidade do grupo em criar bons refrãos, coisa que os seus compatriotas do Hammerfall também fazem muito bem. Depois de uma parte mais morna, a tipicamente speed/power "Walking The Wire" salta aos olhos. A harmonia instrumental desta música é impressionante e seus backing vocals fortes também ajudam.
Desculpe, Carl Johan, mas "Misty Morning", apesar de ser outra bela faixa instrumental e mostrar sua evolução e sensibilidade musical, não convence e se mostra desnecessária. Colocar duas faixas instrumentais em um cd com nove faixas, mesmo sendo boas, pra mim é exagero e estrelismo demais. Cuidado para não cometer os mesmos erros de sua influência maior, né, Yngwie Malmsteen?
A longa "Trapped in This Age" é um apanhado do hard rock classicista de guitarras pesadas que o grupo pratica, com influências notáveis de Uriah Reep, Dio, Rainbow e Royal Hunt. Pende para o melódico/power em alguns momentos do cd.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | "Desert Land" mostra uma evolução considerável aos álbuns anteriores, e abre um novo e sábio caminho mais pesado escolhido pelo grupo, mas que ainda derrapa em pequenos detalhes que poderiam ser resolvidos facilmente. Mesmo assim é um álbum muito indicado para todos que gostem dos estilos, sub estilos e influências aqui citados.
Formação:
Christian Liljegren (vocal)
Carl Johan Grimmark (guitarra)
Jakob Person (baixo)
Andreas Jonhansson (bateria)
Martin Claesson (teclados)
Lançado em território nacional pela Nuclear Blast.

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