Resenha - Tribe - Queensryche
Por Rafael Carnovale
Postado em 17 de agosto de 2003
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Este já é um clichê muito usado em "reviews" de cd’s, mas cabe perfeitamente para analisar o caso desta grande banda: tái uma banda que vem devendo um bom cd há tempos. Após o excelente "Empire", o Queensryche sobreviveu a custa de trabalhos razoáveis ("Promised Land" e o mais recente "Q2K") e cd’s muito fracos (o polêmico "Hear in the New Frontier"). As coisas pareciam ter melhorado com o lançamento do ao vivo "Live Evolution" e a promessa de um cd matador. E para deixar os fãs mais ansiosos, o guitarrista Chris de Garmo, que saíra da banda dando lugar a Kelly Gray, retornara para ajudar na composição.

Vou ser sincero: "Tribe" é sem dúvida o melhor trabalho do Queensryche desde "Promised Land" e um bom cd, mas ainda fica devendo. Não que devamos compará-lo aos clássicos "Rage for Order" e "Operation:Mindcrime". A banda mudou e isto é um fato. Mas este novo Queensryche parece que finalmente deu a luz a um bom cd, embora nem tão fácil de digerir.
"Open", a faixa de abertura, parece saída de "Promised Land". Levada cadenciada e o vocal de Geoff Tate contido, porém explodindo no refrão. As boas impressões continuam com "Losing Myself", que cativa por ter uma pegada bem hard e as guitarras de Chirs De Garmo e Michael Wilton soando muito agradáveis. A coisa começa a desandar em faixas como "The Great Divide", que soa fraca e desconexa perante a proposta da banda e na faixa título, "Tribe", que com seu andamento devagar quase parando e suas guitarras em baixa afinação não emplaca. Mas há ótimos momentos, como nas semi-baladas "Falling Behing" (novamente um clima muito interessante") e "Rhythm of Hope" (aonde finalmente Tate solta a voz com gosto, apoiado pela banda).
O resto do cd não compromete, mas também não ajuda. "Blood" é um apanhado confuso de sons meio que sem sentido, tentando soar como uma balada e "The Art of Life" soa um tanto parecido com o som arrastado que o Alice in Chains costumava fazer, incluindo no pacote os vocais dobrados. Não que seja ruim, mas a banda pode fazer melhor.
De todo modo é um sinal de que este novo direcionamento se lapidado com muito cuidado pode render bons frutos. Ouça com calma antes de formar sua opinião... pois a banda parece estar se achando... e isso já é bom demais.
Line Up:
Geoff Tate – Vocais
Michael Wilton – Guitarras
Eddie Jackson – Baixo
Scott Rockenfield – Bateria
Chris de Garmo e Mike Stone – Guitarristas convidados.
Lançado pela Sanctuary Records em 2003. O lançamento nacional deverá ocorrer nos próximos meses.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



13 shows internacionais de rock e metal no Brasil em dezembro de 2025
Steve Morse escolhe o maior guitarrista do mundo na atualidade
Regis Tadeu esclarece por que Elton John aceitou tocar no Rock in Rio 2026
Nem Jimi Hendrix, nem Eric Clapton existiriam sem esse guitarrista, afirma John Mayer
Radiohead quebra recorde de público do Metallica em Londres
A banda que foi "os Beatles" da geração de Seattle, segundo Eddie Vedder
A maior banda do Brasil de todos os tempos, segundo Andreas Kisser do Sepultura
Guns N' Roses anuncia valores e início da venda de ingressos para turnê brasileira 2026
John Bush não se arrepende de ter recusado proposta do Metallica
Com nova turnê, Guns N' Roses quebrará marca de 50 apresentações no Brasil
O "maior" álbum do Led Zeppelin, de acordo com Jimmy Page; "Não há dúvida disso"
Jerry Cantrell afirma que há uma banda grunge que não lançou nenhuma música ruim
A banda de classic rock que Angus Young achou um tédio ao vivo; "uma piada"
Bruce Dickinson relembra, com franqueza, quando foi abandonado pelos fãs
Os três estados brasileiros em que Humberto Gessinger é maior, segundo ex-membro
O disco do Queensryche que foi muito marcante para Kiko Loureiro e para o Angra
Queensryche foi muito importante para o Dream Theater, segundo John Petrucci
6 bandas que são chamadas de metal farofa mas não deveriam, de acordo com a Loudwire
O clássico do Megadeth que teve inspiração dos Beatles, Queensryche e sushi
5 discos lançados em 1988 que todo fã de heavy metal deveria ouvir ao menos uma vez na vida


