Resenha - Tribe - Queensryche
Por Raphael Crespo
Postado em 29 de dezembro de 2003
Texto originalmente publicado no
JB Online e no Blog Reviews & Textos.
O Queensryche é daquelas bandas que não chega a agradar a gregos e troianos, nem mesmo dentro do cenário do heavy metal, por sempre ter feito, ao longo de 20 anos de carreira, um som difícil de ser digerido, mas que merece todo o respeito do mundo.
Surgida em Seattle, muito antes do grunge daquelas terras, que infestou as paradas no início da década de 90, a banda teve um sucesso estrondoso naquela mesma época, com o álbum Empire e a balada Silent Lucidity, mas nunca chegou a vender horrores ou cair no gosto de público e crítica ao mesmo tempo.
Injustiça pura. Entre 1983, ano de seu primeiro EP, auto-intitulado, e 1994, o Queensryche lançou álbuns fantásticos, alguns com nome de destaque na história não só do metal progressivo, mas do heavy metal em geral. Foram dez anos de um clássico atrás do outro: The Warning (1984); Rage for Order (1996); Operation: Mindcrime (1998); Empire (1990) e Promised Land (1994).
Depois do fraco Hear in the New Frontier (1997) e do razoável Q2K (1999), este último sem o guitarrista e co-fundador Chris DeGarmo, a banda volta com tudo este ano, com o ótimo Tribe, sem dúvida o melhor álbum do Queensryche desde Promised Land. O vocalista Geoff Tate prova, em músicas como Rhythm of Hope e Falling behind, duas "quase baladas", que é um dos melhores vocalistas do metal em todos os tempos. O peso não é deixado de lado, principalmente na abertura, com Open, e nas faixas Desert dance.
A banda conta com o retorno de Chris DeGarmo nas composições, reativando a dupla com Michael Wilton, o que certamente fez diferença na qualidade do disco novo, que parece o início de uma nova e animadora fase na carreira do Queensryche. Tribe não chega a se enquadrar entre os clássicos dos rapazes de Seattle, mas traz de volta a banda forte, pesada, melódica e coesa dos anos 80 e início dos 90."
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