Resenha - Coletânea - Unidos pela Causa Underground

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Por Paulo Finatto Jr.
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Em primeiro lugar, duas coisas deste CD chamam muito a atenção: a boa produção gráfica do encarte e a presença de 40 músicas, divididas entre 16 bandas, ocupando mais de 73 minutos de áudio. Isto é muito bom, afinal todo o espaço (tempo) do CD foi usado, e quem adquirir esta coletânea não estará desperdiçando dinheiro. Sob a produção de Felipe CDC (vocal das bandas Death Slam e Terror Revolucionário), este lançamento de alto nível só foi possível graças a parceria dos selos Cactus Discos (PB), Independência Records (DF) e No Fashion HC Records (SP).

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Pela presença de três gravadoras de lugares diferentes, "Unidos pela Causa Underground", uma coletânea cooperativada pelas bandas presentes, e até com certo caráter beneficente, conta com bandas de todo o Brasil, especialmente das regiões centro-oeste e nordeste. Os estilos variam, mas não fogem do metal extremo (thrash e death metal) e da linha hardcore (punk, hardcore melódico e brutal).

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As boas presenças ficam por conta do Obskure (CE), um forte representante da cena extrema brasileira, executando um bom death metal com presença de teclado. A banda Diagnose (CE) é mais outro destaque da cena nordestina e brasileira, mas esta, executando e misturando o grindcore com hardcore. A banda Corpse Grinder (MG) também marca presença com o seu thrash/death de suceso. Do produtor, a banda Death Slam (DF), que caminha mais perto do hardcore extremo é outra participação de peso.

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Para mim, mais algumas bandas merecem destaque, como a Extremunção (MT), praticante de um thrash tipo Sepultura de início de carreira; Flashover (DF), outro representante do thrash e que já andou participando de outras coletâneas; as bandas Sick Terror e Ulster (as duas de SP), ambas na linha mais extrema do HC; Cash for Caos (GO) – hardcore tipo Ratos de Porão e Mistifis; e por fim, Terror Revolucionário (DF), de thrash – também marcam uma boa presença.

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As bandas Foda-C (SP, hardcore), Sobreviventes do Kaos (RS, punk), Mob Ape (PB, hardcore), Innocente Kids (DF, hardcore) e Ímpeto (GO, hardcore) também participam da coletânea, mas estas por algum motivo (gravação ou músicos) não possuem uma participação impecável. Um lançamento de muita coragem, parabéns aos envolvidos pela iniciativa em prol do nosso underground!

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Track-list:
01. Pieces from the Old Life (Obskure)
02. The Way (Extremunção)
03. Technology, Progress or Retreat? (Death Slam)
04. Changes (Death Slam)
05. Rainbow (Death Slam)
06. Election (Death Slam)
07. Capitalism Sucks (Death Slam)
08. Infamous Country (Flashover)
09. Mother Fucker (Flashover)
10. Doores of Perception (Corpse Grinder)
11. Stay Strong (Cash for Caos)
12. Where Eagles Dare (cover Mistifis, Cash for Caos)
13. Ulster (Ulster)
14. Televisão (Ulster)
15. Heresia (Ulster)
16. Por quê? (Foda-C)
17. Mídia Burra (Foda-C)
18. Sobrevivemos na Violência (Foda-C)
19. Muletas (Sick Terror)
20. Ainda Escravos (Sick Terror)
21. Seu Funeral será nossa Festa (Sick Terror)
22. Vende-se (Sobreviventes do Kaos)
23. Iludidos por Multinacionais (Sobreviventes do Kaos)
24. Analfabetos (Sobreviventes do Kaos)
25. Monólogo (Diagnose)
26. Trincheiras Urbanas (Diagnose)
27. Cybervida (Diagnose)
28. Chuva de Lágrimas (Mob Ape)
29. Hardcoriano (Mob Ape)
30. Assassinos (Mob Ape)
31. Tente Mudar (Innocent Kids)
32. Constituição (Innocent Kids)
33. A Culpa/Tortura (Ímpeto)
34. Progresso Regressivo (Ímpeto)
35. Vidas em Decadência (Ímpeto)
36. Câncer Social (Terror Revolucionário)
37. Dia do Operário (Terror Revolucionário)
38. Neste Inferno (Terror Revolucionário)
39. Ressurectio in Emancipationem (Brutus)
40. Purus Commoditas (Brutus)

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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