Resenha - Circle of the Wasted - Phantom Lord

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Por Tiago Maia Santos
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Nota: 9


Este é o terceiro álbum desta banda grega. Circle of the Wasted trás músicas muito bem trabalhadas nas suas essências melódicas, repletas de elementos do metal progressivo, misturando a voz aguda de Vasilis Axiotis e a bateria bem trabalhada de Ilias Karachalios. O vocal lembra muito o de Tobias Sammet (Edguy) nas partes agudas e o de Matthew Barlow (Iced Earth) nas graves. As vezes há variações com efeitos bem colocados.

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O que não agrada é a gravação. O maior problema de qualquer gravação é colocar força na guitarra. Aqui está fraca e alguns solos não estão definidos, comprometendo a ótima qualidade da banda, que conta ainda com Yannis Fiorentis na guitarra, Leonidas Petropoulus no baixo e Michael Ligiaris nos teclados. Porém no encarte apenas quatro dos cinco componentes citados aparecem em fotos.

O cd começa com o que já é tradicional em muitas produções de metal: introdução com violinos e órgãos. Mas, aqui, "Ascension" conta com os instrumentos da banda: a guitarra, o baixo e a bateria. Daí há a ligação entre a introdução do cd e a segunda música, sendo que aquela acaba se tornando também a introdução desta. "No Strains" começa com um órgão em coro vocal junto com o instrumental. O vocal entra em duas vozes, uma segunda oitavando a principal, o que acontece em quase todo o cd. Quase todos os backing vocals são harmonizados na oitava ou acima ou abaixo desta, nas terças. Tem-se a impressão de que não há vocal principal e backing vocal, mas sim que são duas vozes principais. Isso dá um ótimo efeito ainda não muito explorado pelas bandas de metal. A ótima música fala de emoções que nos aprisionam em correntes.

A música que intitula o cd, uma das melhores, começa com um riff de guitarra. Fala do círculo da perdição, aonde podem ir as pessoas que não controlam seu talento e potencial. Tem a linha vocal muito boa, não sendo tão pegajosa, mas muito bem composta. O solo chega - lembra-se de Michael Romeo (Symphony X) - duelando com o teclado.

A quarta música começa também com um riff de guitarra e o teclado em uma nota bem aguda, o que dá um certo clima de expectativa. "Liquid State" é mais lenta, o que nos leva a perceber o instrumental bem trabalhado, além de contar com alguns corais. Já no fim da música, há uma parada e o baixo sola rapidamente. Logo após a guitarra entra e ambos fazem base para o solo do teclado sintetizado.

"Bellow your Breath" começa bem "deprê". Um teclado e um violão introduzem-na. Fala do fim de um relacionamento. Daí uma guitarra distorcida e com flange entra e a música dá uma reviravolta, ficando animadinha. Há dois solos de guitarra e ainda um de violão, fazendo melodia junto à voz adocicada de fundo. O refrão "romântico" volta e a guitarra improvisa de fundo. Bela música.

A próxima música é "Inferno". Fala da ambição do homem e da destruição da mãe natureza por conta desta ambição. O vocal da música é meio gutural para dar ênfase a seu tema. Após a introdução vocal uns berrinhos muito chatos do vocalista aparecem. Ficou feio, mas a música é boa. Destaque para a bateria na hora do solo que não fica reta, mas não para, ficando trabalhada o tempo todo.

"Crystal of the Heart" é instrumental. Dois violões solam de forma muito bela. Aparecem ainda violinos que embelezam ainda mais a música. O som de praia e de crianças brincando e vozes de adultos foram colocados no meio da música. Caíram bem.

Daí vem "Vanity". Boa música, mas que não possui características marcantes a não ser um "a-haum" no refrão, meio boy band.

Aqui vem a música mais metal do cd. "Cyber HeartBeat" começa com canto gregoriano. A guitarra entra junto à bateria. O refrão é muito bom, bem "metalzão". Fala que a única voz audível em um mundo de ferro e concreto é a batida do nosso coração cibernético. Meio viajante, mas a música é ótima! Talvez a melhor do cd.

"Lust for your Touch" fala do desejo por uma pessoa e pelos momentos com ela. Começa com um piano e logo entra a voz. Na ponte um assobio entra. Não foi uma idéia muito boa. Metal com assobio não dá. Depois entra a guitarra distorcida e o refrão volta. Apesar do assobio, a música é belíssima.

A penúltima música é "Private Universe". Começa com uns sons de laser. Na introdução, a guitarra faz seu riff e coloca frases rápidas junto ao teclado. A música conta com frases em vogais (oohhhh) que lembram influência indiana, ora com back agudo, ora com coro. Apesar do que diz o encarte, que anuncia mais uma música, o cd encerra-se aqui.

O encarte do álbum é belíssimo. O círculo da perdição está envolto por vários círculos menores, com símbolos que representariam tudo aquilo que nos levaria à perdição. As fotos dos componentes estão sombrias, mas com um ar de modernidade e belíssimas. Antes da letra de cada música, há frases que introduzem-nas. Belíssimo encarte.

Apesar de algumas coisas que não caíram muito bem, como o assobio e o "a-haum", o cd é ótimo. Muito bom de se ouvir da primeira à última música. Os caras são feras. Pena pela produção que não está no nível deles. Todas as músicas têm refrões que agradam e pegam, além do nível técnico deles ser altíssimo.




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