Resenha - System Of A Down - System Of A Down

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Por Gustavo Dias
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Dizem as más línguas que todas as bandas desta nova geração do que convencionou-se chamar de "alterna metal" (rótulo mais sem graça, não?) se parecem demasiadamente umas com as outras. Realmente é fato consumado que modinhas musicais são a base de sustentação da indústria fonográfica contemporânea e, quando por acaso algum estilo fica em evidência dentro de certo nicho do mercado, imitações pululam de todos os cantos, nem sempre prezando pela qualidade musical e sim pelo apelo comercial, gozando (pelo menos durante certo tempo) do aval da mídia especializada, a qual todos sabem é chegada num "jabaculê" (parafraseando nosso saudoso Lobão). Mal sabem eles, porém, que dentro de qualquer tendência ou direcionamento musical há produções de qualidade, não importando se dado estilo esteja passando ou não por uma fase de superexposição. É tudo uma questão de ter ouvido crítico e saber separar adeqüadamente o joio do trigo.

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Uma das maiores surpresas vindas do underground é a banda norte-amercana System Of A Down, a qual apresenta uma proposta inovadora em seu auto-intitulado CD de estréia. O conjunto passeia com estilo no terreno do novo metal, conciliando com exatidão passagens "esporrentas" e fases de calmaria, como está em voga entre as bandas atuais. É notável a influência de Faith No More e Dead Kennedys no som do quarteto. Mas o que mais chama a atenção (e é o ponto de diferenciação desta banda de outras do estilo) é o uso de elementos de música armênia (!) e folclórica do mediterrâneo(!), fato compreensível por serem todos os integrantes do grupo descendentes diretos de imigrantes armênios. Esta mistura, a uma primeira vista não-miscível, acabou por gerar um som extremamente empolgante e insano, que cai muito bem aos ouvidos. Soma-se isso à qualidade das letras, bastante politizadas e escrita muitas vezes em forma de símbolos.

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Destaque às faixas "Know", "Suggestions", "Spiders" (onde o vocalista Serj Tankian mostra seus dotes "operísticos"), "Soil", "P.L.U.C.K." e a intrigante "Peephole", com um andamento de polka de muito bom gosto.

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