Resenha - Rude Awakening - Megadeth
Por Rodrigo Simas
Postado em 16 de junho de 2002
Nota: 8 ![]()
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Falar de uma banda como o Megadeth, com um lançamento desse porte, é bastante difícil. "Rude Awakening" é um CD duplo ao vivo que traz a banda executando vários clássicos e algumas músicas mais recentes.
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A gravação do disco é bem crua, sem frescuras, fazendo com que músicas do último álbum, "The World Needs a Hero", como "Burning Bridges" e "1000 Times Goodbye" se apresentem em versões mais pesadas e bem melhores do que as originais. Mostram a preocupação de fazer "Rude Awakening" soar realmente ao vivo.
A formação com que o Megadeth contava (Dave Mustaine anunciou recentemente o término da banda) não era sua melhor (que participou dos álbuns "Rust In Peace", "Countdown to Extinction", "Youthtanasia" e "Cryptic Writings"), mas também não era pouca coisa, contando com ninguém menos que Al Pitrelli (Savatage) na guitarra e Jimmy Degrasso na bateria, além de David Ellefson (baixo) e Mustaine (guitarra e vocal).
A fase "Risk" (que marca o último disco de Marty Friedman) foi esquecida, o que para muitos fãs foi um alívio, mas que faz alguma falta, pois se tratando de um lançamento histórico, que traz músicas de todas as fases da banda, seria legal termos uma ou duas faixas do fatídico álbum.
Impossível não falar de porradas como "Devil’s Island", "Tornado Of Souls", "She-Wolf", "Angry Again", "Holy Wars" e a dobradinha "Hangar 18 – Return to Hangar", que formam dois CDs de puros clássicos, representando fielmente a carreira de uma das mais importantes bandas de heavy metal que já pisou na Terra.
Tirando alguns vacilos (sempre achei Mustaine um cara inteligente, principalmente por suas letras), como a galera gritando "USA, USA, USA..." no começo de "Almost Honest" e fotos de Mustaine com uma guitarra com a bandeira dos EUA - mostrando em que nível o "controle mental" da mídia americana chegou - temos um álbum ao vivo muito acima da média, o que, com uma banda dessas, não poderia ser diferente.
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