Megadeth: um disco ao vivo de verdade, sem remendos
Resenha - Rude Awakening - Megadeth
Por Mateus Ribeiro
Postado em 22 de agosto de 2019
Nota: 10 ![]()
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Os fãs do Megadeth estavam eufóricos (e confusos) no início dos anos 2000. Após o polêmico "Risk" (1999) e a troca de Marty Friedman por Al Pitrelli, a banda lançou o injustiçado "The World Needs A Hero" (2001), que se não é um "Rust In Peace", também passava longe de ser o "Reload do Megadeth". Afinal de contas, Mustaine teria desistido de sua tentativa de fazer um som mais pop? Pouco importa, os fãs queriam saber de uma coisa só, barulho.
Para tornar as coisas mais empolgantes, em março de 2002 a banda lança "Rude Awakening", primeiro registro ao vivo. E se Odvan era o "zagueiro - zagueiro", aqui temos um "ao vivo - ao vivo". Cru, sem muita maquiagem e com o padrão Megadeth de qualidade.
Quem já teve a oportunidade de presenciar um show da banda, sabe como é o esquema: um clássico seguido do outro, interação com a plateia e improvisos na medida certa, sem muita invenção (até mesmo o gigantesco solo de "She-Wolf" ficou legal) e muita energia por parte de todos os integrantes da banda.
Com exceção de "Risk", todos os discos da banda contam com pelo menos uma música no repertório. Definitivamente, a maioria dos clássicos da banda está presente em "Rude Awakening", todos executados da forma mais fiel possível.
Tem pra todo mundo no álbum. Se você prefere a fase antiga, tem 'Hangar 18", "Hook In Mouth", "Wake Up Dead" (uma das performances mais enérgicas do disco), "Mechanix" (que conta com a tradicional provocação ao Metallica), "Devil´s Island", "Tornado Of Souls", "In My Darkest Hour", além das óbvias "Holy Wars... The Punishment Due" e "Peace Sells". Já quem gosta da fase pós "Countdown To Extincion" pode se deliciar com "Sweating Bullets", "Reckoning Day", "A Tout Le Monde", a já citada "She-Wolf", "Trust", "Kill The King", "Return To Hangar" e "Almost Honest".
A performance dos músicos é tão boa que nem mesmo os fãs mais saudosos (categoria na qual este que vos escreve se encaixa perfeitamente) sentem falta dos insubstituíveis Nick Menza e Marty Friedman, já que Jimmy DeGrasso e Al Pitrelli fazem um ótimo trabalho.
Avaliação final: "Rude Awakening" é um disco sensacional, uma perfeita amostra de que o Megadeth não é uma ótima banda apenas no estúdio, mas em cima dos palcos também.
Ano de lançamento: 2002
Faixas:
"Dread and the Fugitive Mind"
"Kill the King"
"Wake Up Dead"
"In My Darkest Hour"
"Angry Again"
"She-Wolf"
"Reckoning Day"
"Devil's Island"
"Train of Consequences"
"A Tout le Monde"
"Burning Bridges"
"Hangar 18"
"Return to Hangar"
"Hook in Mouth"
Almost Honest"
"1000 Times Goodbye"
"Mechanix"
"Tornado of Souls"
"Ashes in Your Mouth"
"Sweating Bullets"
"Trust"
"Symphony of Destruction"
"Peace Sells"
"Holy Wars... the Punishment Due"
"Silent Scorn"
Formação:
Dave Mustaine: vocal/guitarra
Al Pitrelli: guitarra
David Ellefson: baixo
Jimmy DeGrasso: bateria
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