Resenha - When Dream and Day Unite (Remaster) - Dream Theater
Por Rafael Carnovale
Postado em 17 de abril de 2002
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Dream Theater: ame ou odeie! Parece ser uma banda de extremos. Cada vez mais aparecem fãs ávidos pelos sons complexos e pelo prog-metal intrincado desenvolvido por esta banda (acredite) norte americana, e cada vez surgem mais críticos, dizendo que o som do DT de nada inova. E eis que logo após o lançamento de seu mais recente CD de estúdio, "Six Degrees of Inner Turbulence", é relançado o primeiro petardo da banda, lançado em 1989, com direito a edição limitada a 10.000 cópias (a minha é a número 8003) e capa digipack. O único pecado é não vir um encarte com as letras, que existia na versão original. Neste cd, vemos uma banda construindo seu estilo, ainda transitando entre o heavy tradicional, o pop-rock, e o progressivo, mas com evidente sinal de uma capacidade criativa explosiva.
Dream Theater - Mais Novidades

Isso fica claro já na faixa de abertura, a bombástica "Fortune In Lies", que com suas mudanças de andamento e levada empolgante, já mostra a carta de apresentação da banda. O DT transita bem entre o heavy tracidional e o pop rock, como comprova a excelente "Status Seeker", com seu refrão contagiante, e os vocais competentes de Charlie Dominicci, que seria substituído por James La Brie no CD seguinte.
Charlie é um ótimo vocalista, mas demonstra ter uma voz muito concentrada em tons agudos, apesar de mandar bem nos sons mais baixos. Essa é de longe a melhor do CD, e poderia ser tocada ao vivo até hoje. Outro destaque é o instrumental "Ytsejam", que mostra todo o virtuosismo da banda, sem destaques individuais, pois todos mandam muito bem em suas funções, e mais ainda, o instrumental é cativante e contagiante. Influências de Rush podem ser notadas e são muito bem vindas.
O lado progressivo e extremamente criativo da banda é reforçado na faixa seguinte: "The Killing Hand", que consegue fundir todos os estilos que o Dream Theater aplica, com levadas progressivas, pegadas heavy e ao mesmo tempo com toques leves de pop (mas bem leves), com destaque para a pegada do batera Mike Portnoy, e os teclados sempre bem colocados de Kevin Moore.
O peso volta a tona na fortíssima "Light Fuse and Get Away", mas sempre reforçando: não é possível rotular uma música do Dream Theater com um só estilo. A banda sabe muito bem dosar desde as guitarras super pesadas de John Petrucci ao baixo pulsante de John Myung, criando músicas pesadas, como a citada, a mais rockeira "After Life" (escrita por Dominicci), a mais progressiva "The Ones Who Help to Set The Sun" (porém extremamente pesada) e a mais metaleira "Only a Matter of Time". Um ótimo cd, um excelente começo, aonde a banda começou a escrever seu espaço na história do heavy metal progressivo. Muitos irão adorar, outros odiar. Mas duvidar da competência da banda e da qualidade de suas músicas é algo inquestionável. De que lado você se coloca??
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A crítica da Classic Rock/Metal Hammer ao show do Guns N' Roses no Download 2026
O significado irônico de "Somos tão jovens", verso que encerra "Tempo Perdido"
Manowar tocará "Kings of Metal" e "Fighting the World" na íntegra em shows de 2027
Mark Wahlberg nem sabia que metal existia, revela Zakk Wylde
As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Cinco bandas europeias de Heavy Metal que merecem mais atenção no Brasil
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Rush compartilha mensagem aos fãs após primeiros shows da turnê "Fifty Something"
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
Os dois melhores bateristas do rock de todos os tempos, segundo John Bonham
Ex-capitão da seleção inglesa é fã de heavy metal e já bateu uma bola com o Iron Maiden
Mike Mangini fala sobre primeiro show como baterista do Godsmack
Vocalista quase desistiu do Moonspell após álbum de 2021
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
Por que Keith Richards odeia David Bowie, Bob Dylan, Prince, Metallica e Black Sabbath
O dia que Humberto Gessinger explicou a Charles Gavin significado de álbum dos Engenheiros
Black Sabbath: Tony Iommi comenta sobre ser associado ao termo Heavy Metal


A opinião de Mike Portnoy sobre o primeiro show da nova baterista do Rush
A melhor música de prog metal lançada a cada ano, de 1985 até 2025
A melhor faixa de "Images and Words", do Dream Theater, segundo o Loudwire
Os 5 álbuns que mais marcaram Bill Hudson, e sua teoria sobre o Stratovarius
Por que "Scenes from a Memory" é o melhor disco do Dream Theater, segundo o Loudwire
Filho de Mike Portnoy recria linhas de bateria para música do Led Zeppelin
A música do Dream Theater que é a preferida de Herman Li, guitarrista do Dragonforce
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida



