Resenha - When Dream and Day Unite (Remaster) - Dream Theater

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Por Rafael Carnovale
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Dream Theater: ame ou odeie! Parece ser uma banda de extremos. Cada vez mais aparecem fãs ávidos pelos sons complexos e pelo prog-metal intrincado desenvolvido por esta banda (acredite) norte americana, e cada vez surgem mais críticos, dizendo que o som do DT de nada inova. E eis que logo após o lançamento de seu mais recente CD de estúdio, "Six Degrees of Inner Turbulence", é relançado o primeiro petardo da banda, lançado em 1989, com direito a edição limitada a 10.000 cópias (a minha é a número 8003) e capa digipack. O único pecado é não vir um encarte com as letras, que existia na versão original. Neste cd, vemos uma banda construindo seu estilo, ainda transitando entre o heavy tradicional, o pop-rock, e o progressivo, mas com evidente sinal de uma capacidade criativa explosiva.

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Isso fica claro já na faixa de abertura, a bombástica "Fortune In Lies", que com suas mudanças de andamento e levada empolgante, já mostra a carta de apresentação da banda. O DT transita bem entre o heavy tracidional e o pop rock, como comprova a excelente "Status Seeker", com seu refrão contagiante, e os vocais competentes de Charlie Dominicci, que seria substituído por James La Brie no CD seguinte.

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Charlie é um ótimo vocalista, mas demonstra ter uma voz muito concentrada em tons agudos, apesar de mandar bem nos sons mais baixos. Essa é de longe a melhor do CD, e poderia ser tocada ao vivo até hoje. Outro destaque é o instrumental "Ytsejam", que mostra todo o virtuosismo da banda, sem destaques individuais, pois todos mandam muito bem em suas funções, e mais ainda, o instrumental é cativante e contagiante. Influências de Rush podem ser notadas e são muito bem vindas.

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O lado progressivo e extremamente criativo da banda é reforçado na faixa seguinte: "The Killing Hand", que consegue fundir todos os estilos que o Dream Theater aplica, com levadas progressivas, pegadas heavy e ao mesmo tempo com toques leves de pop (mas bem leves), com destaque para a pegada do batera Mike Portnoy, e os teclados sempre bem colocados de Kevin Moore.

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O peso volta a tona na fortíssima "Light Fuse and Get Away", mas sempre reforçando: não é possível rotular uma música do Dream Theater com um só estilo. A banda sabe muito bem dosar desde as guitarras super pesadas de John Petrucci ao baixo pulsante de John Myung, criando músicas pesadas, como a citada, a mais rockeira "After Life" (escrita por Dominicci), a mais progressiva "The Ones Who Help to Set The Sun" (porém extremamente pesada) e a mais metaleira "Only a Matter of Time". Um ótimo cd, um excelente começo, aonde a banda começou a escrever seu espaço na história do heavy metal progressivo. Muitos irão adorar, outros odiar. Mas duvidar da competência da banda e da qualidade de suas músicas é algo inquestionável. De que lado você se coloca??

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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