Resenha - Tenth Dimension - Blaze Bayley

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Por Fábio Faria
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O segundo álbum de um conjunto sempre gera uma expectativa muito grande, já que pode ser decisivo, principalmente se ele lançou um "debut" bem sucedido. É justamente nessa situação que se encontra o grupo Blaze, liderado pelo ex-vocalista do Iron Maiden, Blaze Bayley, e seus companheiros, os guitarristas Steve Wray e John Slater, o baixista Rob Naylor e o baterista Jeff Singer. Felizmente esse pessoal passou no teste e apresenta um novo material inspiradíssimo, cheio de peso, melodia e alguns elementos novos em relação ao primeiro trabalho.

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"Tenth Dimension", lançado na Europa pela SPV, é um álbum de Heavy Metal Tradicional como só os britânicos sabem fazer, sem virtuosismo exagerado nem extravagâncias musicais, e que serve como um tapa na orelha daqueles que duvidavam da capacidade de Bayley como cantor e compositor. Trata-se de um disco conceitual no melhor estilo conspiração "Arquivo X". De acordo com o próprio Blaze, a estória fala sobre um cientista que tem suas pesquisas roubadas por um determinado "governo", que deseja usá-las como arma.

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O enredo foi todo idealizado pelos cinco integrantes, o que confirma o fato de Blaze não ser somente um projeto do ex-vocalista do Maiden, e sim, uma banda de verdade. As doze canções foram compostas em sua maioria pelo quarteto Bayley, Wray, Naylor e Slater. Este último, ainda é o responsável pela ilustração da capa do CD "Tenth Dimension". O trabalho de equipe resulta numa identidade musical muito positiva. Fato realçado pela sonoridade que o produtor Andy Sneap ajudou a dar ao álbum: destaque para as guitarras poderosas e para o som da bateria, assim como em "Silicon Messiah", que ele também produziu.

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Algumas músicas como "Stranger to The Light" e "End Dream" seguem a linha do disco anterior, enquanto que em "Leap Of Faith" e "Speed Of Light", nota-se inspirações explícitas nas guitarras do Iron Maiden. Existem também novas influências e elementos até então nunca usados. A começar pela canção "Kill and Destroy", que logo no início surpreende com um riff bem ao estilo thrash metal da segunda metade dos anos 80, lembrando o Metallica daquela época. Depois, as surpresas (positivas) ficam por conta das baladas "The Truth Revealed" e "Meant to Be", está última, além de uma performance inspirada de Blaze, conta com uma sessão de cordas e vocais femininos (que ficaram a cargo da cantora Michelle Houston). Além dessas, entre os destaques do disco estão as canções "Tenth Dimension" (refrão contagiante), "Nothing Will Stop Me" e "Land of the Blind".

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Mas, e o vocal do Blaze? Bom, quem já era fã vai perceber a evolução do cara, e quem não era vai se surpreender. Mesmo com algumas supostas limitações, o vocalista demonstra que os anos com o Iron Maiden lhe foram úteis como aprendizado, sem contar o amadurecimento natural de um vocalista na casa dos trinta e poucos anos. Livre das amarras impostas por Steve Harris, Blaze prova que tem todas as condições de se firmar no cenário metálico europeu. Fazendo música adequada para o seu timbre de voz, o cantor tem promissores anos de carreira pela frente.

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Track List:

01 - Forgotten Future
02 - Kill and Destroy
03 - End Dream
04 - The Tenth Dimension
05 - Nothing Will Stop Me
06 - Leap of Faith
07 - The Truth Revealed
08 - Meant to Be
09 - Land of the Blind
10 - Stealing Time
11 - Speed of Light
12 - Stranger to the Light

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Sobre Fábio Faria

"Maidenmaníaco" convicto, nascido em 1973, passou a escutar Rock com 10 anos de idade. Primeiro disco adquirido foi "Destroyer" do Kiss. Logo depois conheceu o álbum "Killers" do Iron Maiden, e a identificação foi instantânea. Curte todos os estilos e sub-estilos do Rock e do Metal. Sem preconceito, escuta desde Black Sabbath, Yes, Janis Joplin, Slayer, In Flames, Sex Pistols até Dream Theater, U2, Blind Guardian, Slipknot, Carcass, etc. Bandas favoritas: Iron Maiden e Beatles.

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