Resenha - Lullabies To Paralyze - Queens of The Stone Age
Por Rafael Guzzo Peres
Postado em 23 de março de 2005
Hoje, dia 22 de março de 2005, está sendo lançado Lullabies to Paralyze (em português, "Canções de Ninar para Paralisar"), quarto álbum da banda californiana Queens of the Stone Age. Mas, para desespero da gravadora, milhares de pessoas já têm o disco desde o início do ano. Culpa da Internet e de "alguém" que deixou as músicas escaparem. A banda não se pronunciou sobre o assunto e não parece estar tão preocupada com o fato.
Prejuízos para a gravadora à parte, ao ouvir o disco logo se vê que depois de mandar o baixista Nick Oliveri embora, o guitarrista e vocalista Josh Homme pôde trabalhar como quis, sem interferência do careca-barbudo. E o resultado é Lullabies to Paralyze. Em primeiro lugar, é preciso dizer que o novo álbum empolga, ao mesmo tempo que decepciona. A empolgação vêm ao ouvir as nove primeiras músicas e constatar o talento de Josh como compositor.
Abrindo o disco, Mark Lanegan dá a dica de que Lullabies to Paralyze é um álbum conceitual. Ao som de um violão, o ex-vocalista do Screaming Trees sussurra a letra de "This Lullaby", uma verdadeira canção de ninar. Quem pensa que vai ficar paralisado se engana. Sem a influência do ex-baixista, Josh suavizou as melodias e injetou psicodelia no som da banda, que manda ver nas maravilhosas "Medication", "Tangled Up in Plaid", "Burn the Witch" e "Little Sister".

Cheia de guitarras "a la" Led Zeppelin e com melodia "sabbathica", "Everybody Knows that You’re Insane" parece pedir a voz sacana de Nick, o que não tira o brilho da canção. Em "I Never Came", a banda traz à tona uma balada, mas não deixa a bola cair. Com guitarras no estilo U2 e excelente melodia, a música é o ápice da liberdade de Josh na condução do QOTSA. "Someone’s in the Wolf" é psicodélica e sinistra do início ao fim, cheia de vocalizações suaves e melodia assombrosa, chega a meter medo. Mas, o brilho do álbum pára por aí.
A partir da décima faixa "Blood is Love", começa a se perceber o quanto Nick faz falta ao QOTSA, mais, talvez, por encarnar o espírito da banda do que pelas composições. "Skin on Skin" mostra a vertente experimental presente em Lullabies to Paralyze, mas não mantêm o gás do início do disco. A agitada "Broken Box" faz o clima esquentar de novo, com sua pegada pop e animada.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Ao terminar constata-se que o quarto álbum é, provavelmente, o quarto melhor do grupo. Mas, para uma banda como o Queens of the Stone Age, o pior ainda pode ser considerado excelente. Rock n’ Roll até a medula, em um mundo aonde o estilo é dominado por "mudernices", "manos" e scratches, Lullabies to Paralyze é item obrigatório para quem curte rock de verdade.

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