Resenha - Strongest - Panzer
Por André Toral
Postado em 28 de outubro de 2001
Nota: 9 ![]()
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Finalmente temos o segundo álbum de uma das bandas mais pesadas da cena brasileira: o Panzer. Em seu primeiro passo, ou seja, "Inside", o quarteto já começou a despontar pelo seu lado musical, mas principalmente pelo peso que emanava de forma certeira. E isso veio fazendo com que a banda fosse popularizando seu nome entre a cena metálica do Brasil. Foram muitos shows, reviews fabulosos, etc. Desta vez, o Panzer veio, definitivamente, dizer que são os melhores dentro do thrash metal. "The Strongest" é o culpado por isso. Houve uma mudança de formação, onde, para este álbum, temos um trio formado por Élcio Cruz (vocalista), André Pars (guitrrista) e Édson Graceffi (bateria); o baixista é convidado, mas atualmente Denis Grunheidt é o responsável pelas quatro cordas.

A enxurrada de peso fica latente logo em "Fake Game of Heroes", que é um thrash tradicionalíssimo, mas com certa dose de melodia no seu refrão, além de guitarras com riffs inspirados; em suma, um porrete total! E continuamos com "Red Days" que, como em "Inside", traz muita influência de Testament da fase "Demonic", principalmente no que diz respeito ao vocal que é idêntico ao de Chuck Billy. Não há como deixar de dizer que este é um dos momentos mais altos do álbum; grandioso!
Mas o mais empolgante é que o Panzer teve uma puta idéia de inserir o riff de "Heaven and Hell" do Black Sabbath no momento certo, só para dar um toque a mais no que já é um clássico. Seguindo com o massacre, "Affliction" é mais uma cacetada com um refrão muito oportuno, incluindo momentos de peso em ritmos que variam dentro da própria canção. E em "Show Me!" tem-se um ritmo acelerado que possui êxito ao mostrar um Panzer com mais melodia vocal, aliado aos urros espetaculares que nos remetem, mais uma vez, aos tempos mais loucos e atuais do velho Chuck Billy (Testament). Certamente não temos uma parte aonde a banda esteja soando menos pesada, e isso se confirma ao longo do álbum, como podemos escutar nas absurdamente pesadas, "Speedy", "My Night" e a violentassa "Your Blood". Daí para frente, o show continua, e a paulada desce para estraçalhar qualquer um com muito metal, de primeira qualidade. É bom dizer que, certamente, "House of Decadence" é um outro momento de grandeza em "The Strongest", mesclando heavy metal com thrash.
Tenham certeza: o Panzer veio se afirmar de vez. E se você é daqueles que já estão cansados de ouvir coisas iguais que assolam o metal de hoje, tenha a certeza de que, se identificando com o que foi dito aqui, terá uma grata surpresa. No entanto, saibam que a principal diferença de "Inside" (primeiro álbum) para "The Strongest" é a de que algumas melodias foram inseridas no contexto, principalmente no vocal, onde Élcio Cruz passou a incrementar sua voz. A produção também está de parabéns! Enfim, caros amigos, quem experimentar irá gostar.
Para acessar o site oficial: www.panzerthrashers.com.br
Para contactar a banda: [email protected]
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